30.12.10

Diga não ao doping!

Quase dois meses depois, volto a postar motivado por uma ótima causa. Classificar a causa como ótima é pouco, perto da importância que o tema tem. É uma causa e um tema importantíssimos no esporte brasileiro de maneira geral e, principalmente, no triatlo, visto que nosso esporte, praticamente não tem uma política definida em relação a isso.Mesmo porque a CBTri anda um tanto omissa às causas do próprio esporte que deveria comandar.
Eu sou um mero triatleta amador. Já consegui um pódio aqui e outro alí (todos em provas de longa distância), mas o que me move mesmo é a paixão pelo esporte que, atualmente, eu pratico. Na verdade, o triatlo é um esporte característico, pois aglomera 3 práticas (esportes) diferentes: natação, ciclismo e corrida (atletismo).  Por ele ter características tão desafiadoras em três esportes distintos, e em todas as modalidades, a resistência (endurance) ser a característica principal, não só o condicionamento físico é importante, mas a força psicológica é essencial . Afinal, estamos nos desafiando constantemente e, se não estivermos focados e determinados em atingir nosso objetivo, somente o condicionamento físico não será suficiente. Estamos sempre colocando à prova nossa capacidade de superar dificuldades, de nos mantermos determinados, de persistirmos em conviver com dores para cruzar uma linha de chegada, seja lá em quanto tempo for.
Só que existem supostos atletas, que não se contentam em vencer a si mesmos e às suas próprias dificuldades e, sei lá qual o motivo, apelam para o doping. É uma das mais covardes maneiras de se conseguir uma performance melhor. Não quero justificar - e muito longe de concordar com isso -, mas entre os profissionais, é muito mais fácil ceder à "tentação", pois existe a pressão dos patrocinadores por bons resultados entre outras coisas.
Eu não consigo entender como alguém consegue se dopar e ir competir. Para mim, é o suprassumo da imbecilidade. O sujeito (ou sujeita) passa algumas semanas, ou meses, sei lá, fazendo um esquema para que possa melhorar alguns minutos no seu tempo final. Beleza! Mas será que essas pessoas (atletas?) conseguem colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente, sem se sentirem culpados de nada?
Na boa, eu comparo esse tipo de atitude às pessoas que ao receberem um troco errado - mais do que deveriam receber e mesmo que seja R$0,01 - numa padaria, vão embora como se nada tivesse acontecido. É como achar uma carteira no chão, com qualquer quantia que seja, e não se preocupar nem um pouco em devolver.
Resumindo, é uma atitude de caráter. E caráter, é algo que, ou nascemos com ele, ou naõ. E se não nascemos, não há como adquirí-lo, como comprá-lo, como querer ter. É da índole e está no sangue.
Mas os atletas brasileiros que foram pegos, ainda tem a chance de se redimirem. Henrique Siqueira já se manifestou arrependido e, na minha humildíssima opnião, deve ser punido, cumprir a pena imposta e, assim que a mesma acabar, voltar ao esporte. E que seja de maneira exemplar, mostrando a todos a capacidade que ele tem de superar as dificuldades e mostrar a todos a sua verdadeira capacidade.
Para encerrar, vou reforçar a minha vontade, minha angústia, minha revolta, meu senso de honestidade, e pedir que o exame antidoping, seja aplicado também aos amadores. Acredito que nessa categoria, a 'coisa' seja até mais descarada do que entre os profissionais.
Não vou fazer isso, mesmo porque é totalmente desnecessário e não tenho provas - são apenas impressões pessoais -, mas vejo alguns triatletas que conseguem baixar seus tempos na mesma prova - de um ano para o outro, lógico - em 40', 50'. Tudo bem! Treinamento sério, dedicação e determinação, podem nos levar a atingir resultados super expressivos. Mas baixar tempos de maneira, digamos, agressiva, insana, de um ano para o outro, é desconfiável.
Como não tenho a menor capacidade, muito menos conhecimento técnico para falar a respeito, e falo tudo isso da maneira mais pessoal e empírica possível, deixo registrado o meu protesto e, principalmente, o meu desejo de que os órgãos competentes, as Associações responsáveis, os Comitês Olímpico Brasileiro e o Olímpico Internacional, sejam rígidos o suficiente para, no mínimo, tentar acabar com essa palhaçada.
E que atletas amadores também sejam fiscalizados, pois, nas categorias envolvidas nesse nível, a 'palhaçada' e o desrespeito são maiores ainda.      

12.10.10

O cara é um animal...


Depois de alguns dias sem postar, eu teria todos os motivos e temas possíveis para - sempre mal e porcamente - discorrer. Porém, minha vida gira em torno de treinos que se dissolvem - bem ou mal - na participação em alguma competição de triathlo de longa distância.
Porém, como no último sábado rolou a grande final mundial do Ironman, na ilha de Kona, Havaí, e, infelizmente eu fiquei muito longe de conseguir uma vaga, a única coisa que posso escrever à respeito aqui é sobre um 'animal' chamado Ciro Violin.
Animal é um adjetivo que, desde que Osmar Santos passou a chamar o jogador de futebol Edmundo assim, se tornou - de certa maneira - uma homenagem. E o faço aqui, agora, é isso também.
Detesto 'puxa-saquismos', detesto babação de ovo e toda e qualquer manisfestação desse tipo. Mas desta vez, vou me contradizer e fazer isso de uma maneira ou de outra.
O que esse 'sujeito' fez no Havaí é algo espetacular e deve ser louvado, ovacionado, reverenciado, aplaudido de pé, homenageado, ou qualquer outra forma de reconhecimento que possa - e deva - ser feita.
Conseguir se classificar já é um feito mais do que louvável. E ele já havia conseguido isso ano passado, digamos, com certa folga.
Este ano, para quem acompanha os relatos que ele faz em seu blog (http://www.cirotriatleta.blogspot.com/), ele teve todas as dificuldades possíveis e, mesmo assim, superou-as e foi buscar a vaga de maneira heróica. Só de ter que trocar as câmaras furadas por pelo menos três vezes (se não me engano) e ainda conseguir a tal vaga numa das categorias mais difíceis (30-34), já dá o tom da capacidade de superação e a quantidade de determinação que esse cara carrega nas veias.
Só para se ter uma idéia, eu considero que fiz um pedal muito bom aqui em Floripa para quem é um simples amador e fechei o ciclismo com 5h e 10 min. O Ciro passou por mim 2 vezes durante o ciclismo e ainda assim sumiu do meu campo de visão. Mesmo que eu pedalasse de binóculos, não seria possível conseguir enxergá-lo.
Mas isso não é nada. Existe uma "lenda" que diz que, se você faz tal tempo aqui no Ironman de Floripa, você pode acrescentar mais 1h e 20' até 1h e 40' no Ironman do Havaí. E isso, se você treinar muito. Mas muito mesmo!
Bom, no caso do Ciro não podemos levar essa "lenda" em consideração, pois ele passou por apuros aqui no Brasil. Mas é aí que entra a "animalidade" do cara.
Não sei se ele acumulou psicológicamente uma certa frustração - transformando-a depois em capacidade física e mental para superar toda essa dificuldade em benefício próprio, é óbvio - fazendo com que tudo fosse descarregado na prova da ilha de Kona.
Acontece que o 'animal' não só baixou seus melhores tempos, mas fez uma prova abaixo das 9 horas no local mais difícil para desempenhar as próprias capacidades! Isso parece pouco? Então, anote em seu caderninho e guarde para a eternidade: o Ciro foi CAMPEÃO MUNDIAL da categoria 30-34 e foi VICE-CAMPEÃO AMADOR GERAL!!!!!Chegou 5 minutos atrás de Norman Stadler!!! Não sabe quem é? Era só um dos favoritos para levar o caneco e foi vencedor dessa prova em 2004 e 2006. Só isso! Vou insistir e dizer que no mundo só existe um cara amador - que por sinal não me interessa o nome - que é melhor do que o Ciro!
A única coisa que tenho a dizer é que tenho um orgulho enorme de me considerar amigo de um cara humilde e mais do que determinado que é CAMPEÃO MUNDIAL do esporte que eu pratico e mais amo na minha vida.
Desculpem a babação de ovo, a pagação, o puxa-saquismo, mas conseguir o que esse cara conseguiu não é para qualquer um. Aliás, é para quase ninguém.
Cirão, que Deus te abençoe, e que a sua nova empreitada, como um atleta profissional, também seja repleta de conquistas. Repito e reforço o que já disse em seu blog : você é exemplo de determinação e de amor ao esporte para todos que o praticam. Parabéns, mesmo!!!

23.9.10

O corpo no limite



Segue aqui mais uma - das pouquíssimas que dou - sugestão de leitura que está relacionada ao desgaste físico. O escritor, um médico cirurgião, especializado em microcirurgias, chamado Kenneth Kamler, relata diversas situações em que o corpo humano é colocado em condições extremas.
O livro O Corpo No Limite - Uma viagem aos extremos da resistência humana, nos leva a conhecer como o nosso organismo reage em locais como o deserto, à deriva em alto-mar, em grandes altitudes e etc.
Por ter sido médico de expedições científicas às mais inóspitas regiões do mundo, Kenneth Kamler conta como o corpo humano reage a riscos para os quais não está tão bem preparado- pois são acontecimentos mais do que inesperados - e, mesmo assim, milagrosamente consegue escapar.
Para os que praticam esportes de resistência, há o relato da Ultramaratona Badwater, onde os competidores são instruídos a correr pisando na faixa branca que limita o asfalto, para que o calor do mesmo não derreta as solas dos tênis.
São tantas e tão fascinantes as histórias, que esta pequena passagem que relatei, é um grão de areia no deserto, já pedindo desculpas pela piada infâme.
Maratonistas, ultramaratonistas, triatletas, mergulhadores, ciclistas, médicos, qualquer outro esportista, qualquer outro profissional ou mesmo aqueles que tem curiosidade sobre o que e como somos capazes de reagir em busca da sobrevivência, devem ler este livro.

Ele pode - com muita dificuldade, pelo que andei pesquisando - ser encontrado nas melhores e nas piores livrarias. Custa em média R$53,00 e é uma publicação da Ediouro Publicações S.A. (http://www.ediouro.com.br/).

14.9.10

Determinação às avessas

Há muito tempo eu não tinha uma contusão séria. Eu até me orgulhava - calado - de ter esse 'status'. Treinei forte, fiz 2 ironmans, uns 5 meio ironman e algumas outras corridas. Treinei forte até mesmo quando não tinha competição para participar. Mas acho (tenho quase certeza) que agora estou pagando um preço por não ter me dado o descanso suficiente nos momentos corretos.
O mais curioso é que no feriado de 7 de setembro, viajei com a família - e jurei para mim mesmo que não treinaria - para tirar umas férias dos treinos, pois eu já estava sentindo alguns sintomas de 'overtrainning'. Quando voltei, no dia 8, treinei bem leve e segui assim até o último domingo. O máximo que fiz, foi um treino de 94 minutos de spinning no sábado, dia 11. No domingo, sai para uma corrida de 45 minutos, que foi praticamente uma caminhada. Até aí, tudo bem. Descansei o máximo possível para recomeçar os treinos visando algumas competições, as quais eu ainda teria que decidir 2 entre 4.
Fui dormir no domingo com uma leve dor no pé direito, bem próximo ao dedinho, mas que não incomodava. Já de madrugada, acordei com meu filho chorando e ao levantar para ir ver o que estava acontecendo, eu praticamente não conseguia pisar o chão. Foi uma dificuldade enorme ir até o quarto dele. Pisei com o calcanhar na ida e voltei aos pulos com a outra perna, pois já não agüentava de dor.
Voltei a dormir um pouco incomodado, mas consegui descansar mais um pouco. Porém, ao acordar pela manhã, era impossível encostar até mesmo o calcanhar no chão. Levei o meu filho prá escola e fui direto a um P.S.. Lá, depois de feito um Raio X, nada foi constatado, mesmo com o pé inchando a cada minuto. O médico sugeriu que para conseguir um diagnóstico mais apurado, eu deveria fazer uma Ressonância Magnética, pois, se houver uma fratura por estresse, só com esse exame ela poderá ser detectada.E disse que, se na R.M. nada for constatado, o único diagnóstico é uma tendinite.
O mais difícil de tudo isso é ficar esperando uma data para realizar o exame, sem saber o que realmente aconteceu. E pior ainda, é ficar sem poder fazer absolutamente nada, com o pé para cima e fazendo sessões de gelo a cada 2 horas. Até na última madrugada eu fiz.
Agora, a única alternativa que tenho é ter muita determinação, até que eu possa descobrir o que realmente aconteceu. Da mesma maneira que tenho (temos) que ter muita determinação para treinarmos e atingirmos nossos objetivos, terei que ter uma determinação (às avessas) para ficar quieto.
Assim, com uma perna só e de muletas, caminha a humanidade.

2.9.10

Green Race


Uma das coisas que eu mais gosto de fazer, é participar de competições em locais que eu não conheço. Ou se conheço, gosto quando chego ao lugar, e logo percebo que algumas coisas mudaram para melhor.
No último domingo, aconteceu aqui em Jundiaí uma ultramaratona (50 km) Green Race (www.greenrace.com.br), em um percurso sem praticamente nenhum asfalto. Tanto é, que o lema da prova diz: "A Corrida Fora do Asfalto". Havia um pequeno pedaço de asfalto perto do retorno dos 25 km, que na verdade não dá para ser levado em consideração.
Mesmo a corrida tendo acontecido no "quintal de casa", eu não conhecia esse percurso. A Serra do Japi é um lugar lindíssimo, com muita mata e uma tranquilidade incrível. Passo muitos dos meus finais de semana por lá e muitas vezes o 'barulho' que o silêncio faz, chega a incomodar.
Eu acabei não participando da corrida, pois estou com uma lesão no calcanhar direito que ameaça 'subir' para o tendão.Corri 30 km bem de leve e, mesmo assim, quase estourei a outra perna, pois jogava o peso para o lado esquerdo, tentando evitar que aumentasse a dor no calcanhar. Tudo isso fruto de uma vontade incontrolável que tive em voltar 20 anos no tempo e andar de skate. Muito provavelmente terei que abandonar mais esse esporte. Afinal, não tenho mais os 16 anos que tinha quando andei pela última vez.
Voltando à competição, por ter sido a primeira, podemos considerá-la boa. Havia a categoria solo 50 km (masc./fem.), 10 km (masc./fem.), caminhada de 5 km e o revezamento dos 50 km. Pelos relatos que ouvi ao final, o único problema existente, foi uma falha na hidratação nos 50 km solo. Os 4 primeiros colocados ficaram sem água justamente no trecho mais difícil do percurso e ao questionarem alguém da organização do porque da falha, ouviram que não era esperado que eles chegassem tão rápido ao local. Lamentável, para dizer o mínimo. Felizmente, essa falha não prejudicou o desempenho do pessoal.
O vencedor fechou a prova em 3horas e 51 minutos, fazendo um pace de 4'27"/km. Fernando Beserra da Silva, de 28 anos, é gari e disse que até fica fácil correr, pois o treino é o trabalho e vice-versa.
No feminino, quem ganhou foi Maria Cláudia Ferreira Souto, de 38 anos, e fechou a prova em 5h15' (pace de 6'17"/km).
Conversando com alguns dos participantes dos 50 km solo, fiquei surpreso ao ouvir que o percurso da prova Bertioga-Maresias é 'fichinha' perto desse. Realmente, a Serra do Japi - assim como toda serra - é um local de um sobe-desce interminável. Fica aí a dica para quem quiser treinar para ultramaratonas, ou mesmo para provas mais duras que sejam fora do asfalto. E que a BrasilWild continue organizando e realizando essa prova em outras oportunidades.

16.8.10

Pinguim


Nesse final de semana me senti um pinguim. Pelo menos durante os treinos. Como eu já havia planejado fazer apenas treinos de corrida visando uma "mini" ultramaratona de 50 km que pretendo correr no próximo dia 29, não fiz nenhum treino de bike. Foram 2 treinos de corrida, num frio desgraçado!
Há muito tempo eu não corria em dias seguidos, dois treinos que posso considerar longos. No sábado fiz um de 19 km, ritmado, onde me senti muito bem. Percurso variado, muitas subidas e descidas, e tentei variar o terreno o máximo possível. Prá terminar, cheguei na casa do sogro e subi dez andares de escada, ainda correndo. A frequência cardíaca ficou mais alta que o próprio prédio. Mas valeu a pena. Ainda dei uma corridinha bem leve no corredor, para ajudar a baixar a FC.
Já no domingo, saí com a intenção de correr por pelo menos 2 horas, bem leve. Apenas para fazer volume e adaptar um pouco mais a musculatura ao esforço de correr por longas horas. Ainda no elevador, ouvi no rádio que a temperatrura era de 11°C, mas com a sensação térmica de 6°C!!! Comecei o treino bem de leve, como manda a cartilha da longa distância. Não adianta querer sair forte, porque, uma hora ou outra, você será obrigado a diminuir o ritmo.Querendo ou não! Mas estava complicado respeitar essa regra. Correr devagar significava passar frio. A FC não subia de jeito nenhum e as pontas dos dedos estavam congelando. Nos primeiros kilometros eu tive certeza de ter tomado a decisão correta em não pedalar nesse final de semana. Eu me conheço e sei que iria me irritar por passar muito frio. Mas logo joguei a a regra pro alto e acelerei mais um pouco e, em menos de cinco minutos, o treino já estava bem mais confortável. Daí prá frente foi só alegria. Rodei por 2h e 10', sendo que nos 20' finais, eu senti bastante dor na panturrilha (não sei dizer se no músculo sóleo ou no gastrocnêmio) e para terminar no mesmo ritmo o treino, fui o tempo todo pensando na macarronada e no vinho que me esperavam. Sensacionais! Dos últimos, foi um dos melhores almoços que já comí. Não posso dizer com precisão qual foi a distância percorrida, mas, dando um chute prá baixo, uns 23 km. Mas que foi difícil controlar a sensação de ser um pinguim paulistano, isso foi.

4.8.10

É proibido pedalar


Esta postagem faz parte daquelas categorias "nada a ver", mas que tem um toque de curiosidade.
Muitos que frequentam a Cidade Universitária já notaram, já devem ter feito piadas, brincadeiras e etc. Mas essa foto que ilustra a postagem, é de uma placa que fica lá na "Bolinha da USP".
A mesma bolinha que o Arthur (Alvim, da Run&Fun) bateu o recorde de distância e tempo pedalando. A mesma bolinha que muitos outros ciclistas e triatletas que conheço, já passaram milhares (isso mesmo!) de vezes em treinos insanos de bike, em treinos rodados, fazendo tiros e tal.O mesmo local que recebe centenas de ciclistas durante a semana e, principalmente, nos finais de semana.
Eu sou daquelas pessoas que respeita todas as sinalizações existentes e que muitas vezes é considerada trouxa por agir assim . Faço isso por que ando de bike, de moto, corro a pé pelas ruas e, quando estou dentro do carro, tenho a noção exata dos perigos a que estão sujeitas as pessoas nessas situações e o quão protegido está quem dirige um carro. 
Mas, obviamente, não é o caso de respeitar essa sinalização. Acredito que essa placa esteja lá há tanto tempo, que passou a ser algo desnecessário, pois o local e o costume das pessoas sobrepujou a única função que uma placa de sinalização tem.
Aliás, o único 'aviso' que ela dá é de que o campus está largado e mal administrado há muitos anos.
Se alguém souber desde quando essa placa está por lá, por favor, me mande informações.
  

27.7.10

Quero envelhecer assim

crédito: foto de Rafael Salim

O senhor da foto acima se chama Washington Davinir de Barros.Aos 74 anos, esse santista de nascimento e carioca de coração, pratica natação 3 vezes por semana, no Botafogo/RJ, onde nada aproximadamente 3.000 m por treino. 
Eu quero envelhecer assim!
O senhor Davinir não é só um exemplo de dedicação e determinação hoje em dia. O "vovô" começou a nadar aos 14 anos e, aos 20, estabeleceu um recorde jamais batido por outro nadador. Ele e mais outros 15 competidores participaram de uma travessia Guarujá-São Vicente, e apenas 4 nadadores completaram a prova.
Os 30 km entre a praia de Pitangueiras e a praia do Gonzaguinha, foram completados em 8h03' e o "vovô" foi o primeiro a sair da água. Isso tudo em março de 1956!!! A 'equipe de apoio' dele era o treinador que foi o acompanhando em um barquinho, servindo chocolate em um puça (aquela rede que é usada para salvar pessoas em afogamento).
A 'roupa de borracha' utilizada foi a banha de porco bezuntada em todo seu corpo, por seu pai. Ao chegar, o senhor Davinir estava 7 kg mais magro e, ao ser levado para um hospital, não teve constatado nenhum problema de saúde sequer.
Só mais um 'detalhe' que dá orgulho a qualquer um: há três anos, o senhor Davinir se formou em direito e ainda continua trabalhando como administrador da sua empresa.
Queria ter o prazer de apertar a sua mão e agradecer por servir de exemplo de dedicação e de inspiração de vida. 

21.7.10

Registros

Estou sem nadar há pelo menos, 20 dias. Prometi para a minha própria consciência (que frase horrível!), que esta semana voltarei à piscina.

Enquanto isso, vou 'enganando' o corpo e a mente com musculação, corrida e a bike. Quase sempre, tudo bem de leve.

O acúmulo semanal foi o seguinte:

Musculação : apenas para prevenção de lesões. 3 séries de 20 repetições, com carga leve;
Bike : 7 horas de spinning divididos em 4 treinos na semana;
Corrida : 5 h 45' de corrida, sendo 4h em esteira e 1h 45' na rua. Só isso, dividido em 3 dias.

15.7.10

O vídeo é parte da campanha do Departamento de Transportes de Nova Iorque. Só para fazer uma comparação, aqui no Brasil não há qualquer campanha a respeito de acidentes com ciclistas. E o pior de tudo, é que somos o país n° 1 em acidentes desse tipo. Lamentável!

14.7.10

Pequenos diálogos dos finais de semana



Nadando no céu

Peguei essa 'dica' no blog do Ciro. As fotos são do hotel Sands Skypark, em Singapura. A piscina de bordas ininitas, tem 150 metros de comprimento e devem dar, para quem está nadando, uma sensação única, pois está a 380 metros de altura.
As imagens fazem nossa imaginação flutuar (ou boiar) nos céus.



Foram gastos aproximadamente 80 milhões de dólares na construção e utilizados mais de 7.000 toneladas de aço.No deck, podem ficar 900 pessoas ao mesmo tempo e, além do jardim com mais de 250 árvores, existe também um restaurante.




Quem não gostaria de nadar - ou mesmo fazer um (ou vários) treino numa piscina dessas?



Essa é uma verdadeira obra-prima da engenharia e da arquitetura mundial, pois é a maior piscina ao ar livre do mundo.O nome do arquiteto/idealizador do projeto é Moshe Safdie.


Imagens: site destinosdeviagem.com / reuters.

12.7.10




Aprendi com o passar dos anos, que não devo - principalmente eu, que tenho sangue quente - falar muito enquanto estou no calor da emoção. Por esse motivo, esperei para comentar sobre o Ironman e, principalmente, para relatar todos os acontecimentos e impressões que tive. Porém, o tempo foi passando e minha vontade de escrever à respeito, também. Tudo passou muito rápido.
Aprendi que não posso esperar muito por certas coisas.

18.6.10

Dando tempo ao tempo


Já se foram 19 dias desde que fiz o ironman. Ainda não tive tempo para escrever mais a respeito e, muito menos, inspiração.
Esperei para escrever, pois quis deixar a adrenalina baixar. Mas acho que dei muito tempo ao tempo. Mas só fazendo isso é que podemos dar oportunidade à vida de mostrar o quanto o fato vivido foi importante e será inesquecível. Posso dizer que é eterno!
Começando pelo começo deste blog, devo dizer que minha vida mudou demais a partir do começo dos treinos. Resolvi ainda em Janeiro que começaria os treinos para o ironman. Nessa ocasião, eu estava separado da mãe do meu filho e algo muito grande faltava em meu coração.
Quando as aulas dele se iniciaram, na primeira semana de Fevereiro, nossa relação de amigos voltou a ser mais forte e, a partir daí, Deus fez com que voltássemos a nos entender como marido e mulher. Isso foi primordial e essencial para que eu tivesse uma base, um porto seguro, uma tranquilidade enorme para realizar os treinos.
Em algumas vezes, me senti egoísta e fiquei um pouco desanimado. Por outras, me cobrei demais em relação ao desempenho nos treinos e também entrei num certa crise. Mas aí é que a experiência de já ter feito outras provas e, principalmente, 4 ironman, me ajudaram a aquietar a mente e focar no meu objetivo maior : cruzar a linha de chegada.
No final das contas, deixei de treinar especificamente para o ironman em apenas dois finais de semana.Em um desses, se eu tivesse acesso a internet no lugar onde eu estava, teria colocado tudo a perder.
Durante a semana, foi tudo perfeito! Os treinos de natação não foram como eu esperava, mas como todos que já fizeram o ironman antes, eu também baixei meu tempo.
Como não tinha tempo (e não consigo acordar de madrugada) para fazer os treinos de bike, os treinos de spinning foram fundamentais para atingir os objetivos. Repeti os mesmos treinos que fiz em 2007, porém, com mais ênfase nos tiros e na carga aplicada aos mesmos. Os resultados apareceram na prova.
Na corrida, um fato curioso e com números novamente: a cada ano de ironman, eu baixei um minuto na maratona. Em 2003, fiz 3h42', em 2004 fiz 3h41', em 2006 fiz 3h40', em 2007 fiz em 3h39' e, obviamente, fiz 3h38'. Foi a modalidade que mais treinei, que mais evolui nos treinos, mas que menos resultado me trouxe na prática. Porém, foi a corrida menos sofrida de todas.
Aliás, foi a prova menos sofrida de todas. Fiquei com aquela sensação de que poderia ter forçado um pouco mais. Mas o tempo final não seria muito diferente.O que importa é que a minha família esteve presente o tempo todo e teve muita paciência com tudo. Todas as vezes em que eu começava um treino, pensava muito nos dois e em quanto eu queria os agradecer por toda essa força e compreensão.
Se já o fiz de maneira mais do que emocionada no final da prova, reforço aqui o que eu disse lá: eu sou apaixonado por vocês!Muito obrigado!

 Aos poucos vou relatar tudo o que aconteceu nos treinos e o resultado que obtive na prova.E também, o que deixei de fazer, os erros e o que pode ser melhorado para um futuro próximo. E ainda falarei dos amigos, de novos amigos que fiz e as pequenas e curiosas histórias que aconteceram.

Em relação a treinos, também estou dando tempo ao tempo. Quero curtir mais a família, não me sentir obrigado a treinar e ter tempo suficiente para escrever o manual "Como engordar 5 kg em 15 dias".

8.6.10

Trocando seis por zero





São tantas histórias para contar, que não sei nem por onde começar. Acredito que terei mais tempo durante os dias que virão e, aos poucos, vou contando tudo o que aconteceu.
Vou começar pelo fim e dizer que, apesar de eu ter escrito (era só um sonho) na minha agenda um tempo que eu desejava fazer, eu não acreditava que poderia chegar perto. Mas fiquei há 6 minutos desse "sonho".
Hoje, ao abrir a agenda, fui anotar no dia e ví que quando eu escrevi isso, coloquei a data: foi em 11 de março deste ano e o tempo que eu sonhei foi 9:50':36". Não sonhei dormindo.Foi assim... um pensamento!Fechei em 9:56':30". Os números são os mesmos. A ordem é que muda o resultado.

Vou começar a jogar na mega-sena. Quem sabe se os n°s não vem no pensamento na ordem certa?!


Só tenho a agradecer a Luli e ao Luca pela emoção que vivi. Só senti algo melhor que isso, quando ele nasceu.

7.5.10

Determinação



Você pode ser religioso ou não.Pode ser politizado, ou não. Pode gostar de futebol, ou não. Pode ter uma opção sexual, ou não - e aí, pode ter várias, pois o mundo está de cabeça prá baixo! E os "homens", de bunda prá cima. Desculpem, mas é verdade!Pode ser evangélico, crente, descrente, corinthiano, ateu, palmeirense, macumbeiro, agnóstico, cético, caolho, místico, budista, espírita, maneta, espiritualista, cristão, católico, talebã, protestante, manco, judeu, testemunha de Geová, vascaíno, taoísta, homossexual, são-paulino (desculpe repetir), pobre, rico, heterossexual, perneta, xintoísta, flamenguista, eunuco, calvo, negro, branco, punk, rapper, metaleiro, chinês, japonês, soldado, bissexual, russo, gremista, colorado, alto, baixo, gordo, magro, ranzinza, prepotente, funkeiro, marinheiro, caipira, hinduísta, caboclo, ortodoxo, se pratica 'voodoo', se pratica yôga ou mesmo se é meio 'pazzo' e escreve 'coisas nada a ver' em seu blog que ninguém lê. Se algum dia você resolver que quer fazer triathlon, você tem que saber que vai ter que treinar e vai ter que sofrer! E vai ter que lidar com fatores psicológicos que você nem imagina.
Você pode ser tudo nesta vida, mas se você não for muito determinado e não tiver um pequeno prazer em passar por momentos de sofrimento, você jamais conseguirá ser um triatleta amador. Principalmente, um  amador de longa distância.
Desculpem-me o tom arrogante, mas é verdade. Conciliar a vida profissional, a vida familiar e a quantidade de treinos que temos que fazer já é difícil demais. Mas existe um fator que acredito que dificulte ainda mais e que seja preponderante para quem vai fazer o ironman pela 5a vez: a acomodação!!!
Falo isso porque agora levo comigo, na alma e no coração, aquela sensação de que já fiz, já fui capaz, já provei para mim e para os outros que eu consigo. Há um relaxamento, uma acomodação natural e acredito que isso seja inerente ao ser humano.
Se você pegar alguns grandes campeões mundiais em diversos esportes diferentes, todos eles tiveram, depois do auge, uma queda, que é perfeitamente normal. Lance Armstrong (Campeão do Tour), Kelly Slater, Valentino Rossi, Michael Schumacher, Roger Federer são exemplos de pessoas que foram campeões diversas vezes seguidas e, em algum momento, perderam a motivação, mesmo que por um curto período de tempo. Tiveram que parar para poder retomar a empolgação, o prazer e a determinação em se dedicar a algo que fazem melhor que qualquer um. E aí voltaram e mostraram do que são capazes.
Guardadas todas as proporções, eu vivo isso no meu mundinho. Só que eu não vivo disso e ainda tenho que arrumar tempo e ter muita determinação para superar até mesmo essa acomodação natural.
O Schumacher não foi - e provavelmente não será - campeão novamente. Mas só a vontade de encarar novamente um desafio, já é uma vitória enorme. Pelo menos para ele. É assim que eu me sinto.
A determinação não existe apenas para treinar. Existe também uma determinação que me faz ser determinado. Pode parecer redundante, mas eu preciso me determinar, me definir em torno dos meus objetivos e isso tem que acontecer todos os dias. O meu objetivo maior, é me superar mais uma vez. Só que essa superação e construída dia a dia, com muita determinação.

A última semana:

Natação : 4.000 m;
Bike : 385 km;
Corrida: 82 km;

P.S: eu sou muito religioso e acredito que, se você quiser, Deus permite tudo! Sendo para o bem, tudo é possível!
P.S. 2: a família tem um papel importantíssimo nisso tudo. Só de sua companheira(o) 'permitir' que você fique fora por tanto tempo, já te dá uma força enorme. Luli e Luca, amo vocês!  

5.5.10

Do excelente blog do Max

O blog do Max http://maxkonabikes.blogspot.com/  sempre traz histórias interessantíssimas relacionadas ao ciclismo e, vez ou outra, ao triathlon. Não só histórias, mas também, informações técnicas excelentes, discussões e informações sobre treinamentos, equipamentos, vestuário e etc. Mas hoje, ele postou uma história deliciosa e sensacional sobre a quebra de recorde de velocidade em cima de uma bike, atrás de um carro. Pela foto que vocês podem ver abaixo, a coisa é antiga, maluca e incrível!

O link da postagem é esse :   http://maxkonabikes.blogspot.com/2010/05/historias-de-ciclismo.html .Aproveitem!



Nota: esse texto foi publicado anteriormente no blog  http//:magliarosa.wordpress.com  






30.4.10

Tá cansado? Vá treinar!

Sem tempo para maiores explicações, comentários, delongas e etc...

Quando se treina para o ironman, o cansaço vai 'andar' pendurado nas suas costas constantemente. Estou às vésperas de um final de semana de treinos longos, há 30 dias da prova, e o cansaço que sinto é enorme! É nessa hora que tenho (temos) que insistir e treinar sem desculpas. Eu já fiz meu treino de corrida de hoje e ia treinar natação à noite. Como meus planos mudaram, a natação vai ficar para amanhã e agora vou correr mais um pouco. Bem de leve. Mas vou.

As últimas semanas foram muito boas no "quesito" volume. Os treinos longos do final de semana passado me ajudaram muito na questão psicológica e espero conseguir repetí-los neste.

A última semana acumulada, foi assim :

Natação : 4.000 m.;
Bike: 365 km;
Corrida : 72 km;

20.4.10

Gripe

Foi mais um final de semana gripado e sem treinos longos. Na verdade, outro. Não treinei praticamente nada! Mas a semana, acumulada em horas, foi assim :

Natacão : 1h com tiros de 50 m. Aproximadamente 3.500 m;
Bike : 7h e 25';
Corrida : 4 h 25' ;

Para encerrar, cito um Provérbio (13:3) : Quem toma cuidado com o que diz, está protegendo a sua própria vida. Mas quem fala demais, destrói a si mesmo.

15.4.10

Insano, burro e pretensioso.




Sim, eu possuo esse três adjetivos como característica. Pelo menos os fiz valer no último final de semana.

Insano, pois, insanidade é algo que fazemos repetidas vezes da mesma maneira, tentando obter um resultado diferente.

Burro, porque, mais uma vez, não me hidratei da maneira correta. Burro de novo, pois, treinei forte durante a semana em que teria uma prova/competição para fazer no final de semana.

Pretensioso, porque a pretensão é uma vaidade exagerada, um ato de admitir para sí a respeito de uma coisa que achava ser verdadeira - dentro da minha presunção, mesmo sabendo que a verdade era outra -, até provar para mim mesmo que era tudo contrário. E para pior.Pensei ser o Fabian Cancellara, mas sou só o Bruno D'Angelo.

Eu quis fazer uma média de velocidade na bike, muito mais alta do que eu poderia e - pior! - do que eu deveria! Fiz, porém, não me hidratei.Burro! A 'cabeça' do fêmur, próxima ao quadril, doía tanto que pensei em pedir um Advil para alguém. Ou seja, tudo 'pedia' para que eu não pedalasse pensando ser o campeão mundial de contra-relógio.

Quando saí para correr, a dor passou, mas a sensação era de que eu estava fazendo deep-running no mar. Eu não saía do lugar!As pernas foram ficando cada vez mais pesadas e até cãibra (ou câimbra?)  nas costas eu tive. Só terminei essa prova, pois, mesmo que eu quebre uma das pernas, vou me arrastando com a outra.

Até ontem à noite, eu ainda pensava na possibilidade de desistir do ironman. Tudo isso porque cometi erros inadmissíveis para quem já fez mais de 15 provas de triathlon de longa distância. Mas desistir sem tentar, é algo que eu não sei fazer.

É com os erro que temos que aprender. Principalmente quando estamos envolvidos em um esporte que, se vacilarmos em alguns detalhes, o preço a ser pago é altíssimo.

Acredito que eu esteja sendo um pouco arrogante e esteja me faltando humildade. É preciso ter respeito pelo ironman. Não que eu esteja desrespeitando algo, mas acho que preciso respeitar mais ainda.

A partir de agora, o negócio é fazer muito volume e focar de vez na prova mais difícil que farei na minha vida.

Vou parar de colocar meus treinos e vou me limitar a registrar só o volume semanal de cada modalidade.

Ou vai ou racha...

Semana de 29/3 a 4/4 : 3.800 m de natação / 308 km de bike / 46 km de corrida;
Semana de 5/4 a 11/4 : 4.000 m de natação / 214 km de bike / 48 km de corrida;

Abraços.

P.S.: essa prova de Caiobá teve seu lado bom e foi ótima para estar com amigos que vejo muito pouco, mas que são pessoas sensacionais: Dioguito Faria (o amigo do Fernão Capelo Gaivota), Paulo Falcade (o zelador), Ciro Violin (os dois: o anjinho e o diabinho...hehe), William Barbosa (imagina se treinasse!), Leandro Cunha e o Luigi (moleque que já corre como gente grande!).

31.3.10

Sentimento de culpa?



Eu não sou das pessoas mais curiosas, mas, até mesmo para que me sirva de "apoio psicológico", eu dou uma fuçada em blogs que o pessoal posta os próprios treinos e nos resultados das provas que participam. Isso não quer dizer praticamente nada, pois, eu mesmo já disse aqui que, em muitas provas que participei, cheguei bem na frente de amigos meus que treinaram muito mais. Coisa de 40% a mais do que o meu volume de treino, no mínimo.
Nessas minhas 'pesquisadas internéticas', estou percebendo que já tem muita gente com um volume de treino altíssimo, quando 'ainda' faltam 59 dias para o Ironman.Se está certo ou não, eu não posso dizer. Abandonei o curso de Educação Física antes de estudar a matéria "Periodização". Mas acho que o certo é isso mesmo. O pessoal com quem eu treino, acha que é melhor esperar até faltarem 45 dias para aumentarmos ainda mais o volume e manter esse aumento por 4 a 5 semanas para, aí sim, começar a diminuir e chegar em Floripa tinindo. Estou quase me convencendo - aos outros também - que no próximo final de semana o volume já deva estar em 150 km de bike e acima dos 27 km de corrida.
O que isso significa é adaptar fisiologicamente o organismo com volumes altíssimos até um mês antes, e depois disso o volume ir diminuindo gradativamente com um leve aumento na intensidade. E para fechar, claro que haverá a semana (ou semanas) de polimento e descanso.
Quanto mais treinamos, mais adaptados ficamos para encarar e passar, com o menor sofrimento e o melhor desempenho possíveis, por uma prova como o Ironman.
Volto a insistir que o descanso é o principal fator a ser levado em conta junto com os treinos. Na verdade, descanso e alimentação correta são as outras modalidades que se juntam à natação, ciclismo e corrida.O negócio é saber quando e como utilizar o descanso. A alimentação deve ser utilizada corretamente, sempre. E isso deve ser levado em conta até por quem não treina. Já o descanso, muitas vezes, é infinitamente melhor do que treinar. Se o atleta já tem uma certa bagagem, sabe como e quando fazer isso.
Como não me atrevo a afirmar nada a esse repeito, por não ter o direito de tornar público algo que pode estar completamente errado, mas que para mim, faz sentido e dá resultado, paro por aqui meu curtíssimo raciocínio e passo a dizer que, no final de semana retrasado, coloquei em prática esse meu "estilo de treino".
No sábado, dia 20, eu tinha programado pedalar 120 km e correr por 10 a 15 minutos. No domingo, a programação era correr entre 22 e 24 km.
Acordei cedo no sábado, coloquei a roupa do treino, preparei toda a alimentação, brinquei um pouco com meu filho e desencanei de tudo.
Entre brincadeiras, broncas, castigo e conversa com o pequeno, me deu uma preguiça absurda, um desânimo incrível. Por alguns instantes parei para pensar e percebí que eu estava meio 'saturado'. Fiquei matudando, meio que me forçando a ir, analisando outros horários, fazendo contas para saber se meu volume semanal estava suficiente para cruzar a linha de chegada, e etc, etc, etc.
Fisicamente eu estava ótimo, mas a cabeça estava péssima. Um 'overtrainning mental', se é que me permitem usar essa expressão.
Alguns minutos foram suficientes para raciocinar e chegar à conclusão de que o melhor era não treinar.Não treinar é algo impossível para mim. Posso não ter nenhuma competição em vista. Mas ficar sem fazer nada eu não consigo. Nunca!
Tirei a poeira do rolo, pedi desculpas à minha bike por ter que fazê-la passar por tal sacrifício e, no final da tarde, pedalei por uma hora, leve, seguido de 1/2 hora de corrida na grama, mais leve ainda.
No domingo pedalei por mais 1h e 20m no rolo e só.
O resultado disso tudo foi que consegui revigorar toda a minha energia física e, principalmente, a mental.Não fiquei nem um pouco encanado de ter deixado de treinar como já havia me acontecido por diversas outras vezes.O sentimento de culpa que por vezes ficamos quando não treinamos o que estava programado, é idêntico ao sentimento de culpa por algo errado que fizemos. Muitas vezes chegamos a nos sentir como verdadeiros pecadores. Nem bater na mãe é tão doloroso(não que eu já tenha batido). Mas acredito que os poucos anos de bagagem me ajudaram bastante a encarar tudo dessa maneira.
A semana que se seguiu foi sensacional, e os treinos melhoraram muito. Começo a sentir o cheiro de 'clima de ironman' no ar.
As duas semanas, do dia 15 ao dia 28,  foram assim:

Segunda-feira : 1h de spinning leve + musculação;
Terça-feira : 2h e 20' de bike com 3x10' forte(80 rpm/FCMédia 88%) x 5' solto
Quarta-feira : 2.500 m de natação + 1h 45' de corrida com 7x4' forte x 1' solto;
Quinta-feira : 2h 10' giro spinning + musculação;
Sexta-feira : 2.500 natação + 15 km de corrida ritmo;
Sábado : 1h leve de rolo + 30' de corrida bem leve na grama;
Domingo : 1h20' de rolo moderado;

Segunda : 2 h de corrida leve;
Terça-feira : 2h 30' de sppining c/ 6 x 5' de carga (80 rpm/FCMédia de 90%) x 1' solto + musculação;
Quarta-feira : 3.000 de natação + 1h10' de corrida c/ 5x 4'30" forte x 1'30" solto;
Quinta-feira : 70 km de bike na estrada sobe e desce (2h10');
Sexta-feira : 50' de corrida + 10' de exercícios educativos e de força ;
Sábado : 130 km de bike na usp + 6 km de corrida;
Domingo : 25,4 km de corrida;

Em tempo (atualizado em 01.04.2010 às 13:20 hs): obviamente, eu não me senti mal, muito menos culpado, por ter deixado de treinar em um final de semana quando ainda faltavam mais de 2 meses para a competição. Com toda a certeza do mundo, esse sentimento de culpa cairia - e cairá, caso aconteça - sobre mim, se eu deixar de treinar em algum dos próximos finais de semana nesses próximos pouco menos de 60 dias.

16.3.10

Erro





Estou cometendo algum erro, de ordem hídrica (será que este é um erro gramático?) nos meus treinos de pedal.No último sábado fui pedalar na USP e iniciei meu treino, de propósito, ao meio-dia! Na verdade, eram 12:10 hs.
O meu propósito, a princípio, foi o de ficar um pouco mais com a família no sábado, já que o cunhado,  a co-cunhada e o "sobrinho-mais-do-que-especial", vieram da roça (mais da roça do que aqui) passar o final de semana.
Minha segunda intenção foi de ir prá USP e treinar em um horário em que todos os "sangue nozóio" já estavam acabando ou já tinham acabado seus treinos.
O terceiro e mais 'específico', foi o objetivo de pedalar no horário mais quente possível. E deu certo!Mas também quase deu errado.
Para me previnir da desidratação, fui bebendo água, refrigerante e suco durante o caminho. Cheguei na USP (onde os relógios-termômetros marcavam 33°C) e enquanto fazia alguns ajustes na bike, continuei o precesso de ingestão de líquidos.Tudo para garantir que eu não quebraria no meio do treino.Enchi duas caramanholas grandes com Gatorade e comecei.
O início foi ótimo, feito de maneira consistente e aumentando a força e a velocidade a cada 5 km. Cheguei à média de 34 km/h e 'segurei' por aí por aproximadamente 70 km. A cada meia hora ou no máximo 35 minutos, eu tomava alguns goles generosos de Gatorade para manter a hidratação.
Um fato curioso - pelo menos para mim - disso tudo, é que eu fazia força, mas não sentia dor nenhuma. As pernas inteiras, a FC relativamente baixa e o treino fluindo melhor do que eu mesmo imaginava que seria.
De repente, um pouco antes de chegar aos 80 km, eu praticamente morri. A sensação era de que tinham me tirado da tomada. Eu não tinha mais forças para nada e pensei em parar por ali mesmo. Meu carro deveria estar estacionado no máximo 2 km de onde eu estava e, mesmo assim, pensei em ir a pé, pois o desconforto que eu sentia era enorme.Matei uma das caramanholas, pensei um pouco no que poderia estar acontecendo e retomei a pedalada em direção ao meu humilde, bagunçado e sujo veículo.
Ao passar pela 'bolinha', como se fosse um miragem, vi o Alexandre - meu 'treinador' - guardando uns 'tanques' onde ele prepara o Gatorade pro pessoal que treina com ele. Foi a minha salvação! Enchi as caramanholas novamente, tomei um copo d'água e recebi o 'alerta'! Minha blusa de treino parecia uma salina!!!Me lembrei de Cabo Frio, Arraial do Cabo...
Retomei o treino e a minha média caiu para 32,5 km/h.Fiquei pensando seriamente em tentar fazer os 50 km que restavam no planejamento inicial.Cheguei a cogitar em mais 20 km apenas e ficava lembrando - como uma defesa psicológica, uma fuga mental - que completei os dois primeiros ironman pedalando no máximo 100 km em uns 3 ou 4 treinos.
Coloquei a mão no bolso da blusa para colocar uma música no ipod que pudesse me dar mais ânimo e tentar fazer mais força. Foi aí que percebí que a desidratação não afeta só a parte física, mas também muito da parte mental. Eu tinha um sanduíche de ricota e não me lembrava! Pode parecer ridículo, mas o efeito positivo que provocou foi imenso.
Completei os 130 km ainda bem estragado pelo erro cometido.Mas psicologicamente, foi ótimo!
No domingo, saí prá correr 24 km e corri 26 km. Sendo que os primeiros 20 km foram entre 4:25 e 4:30/km e o tempo todo me mantive hidratado. O final foi bem mais lento por conta das dores.
A correção do meu erro está em me hidratar mais em menor espaço de tempo.No próximo pedal longo eu farei essa 'experiência'. Pode parecer idiotice da minha parte, não saber que isso deve ser feito.Mas eu nunca havia tido esse tipo de problema.Alguma coisa mudou no meu organismo e eu ainda tenho que me adaptar.
Mais uma semana se foi e agora faltam 11! Tô começando a sentir o cheiro 'da coisa' no ar...

Segunda-feira: 12 km de corrida bem leve;
Terça-feira: 2.800 de natação rodados + 2h 05 min de bike com 4x7' forte x3'solto;
Quarta-feira: 1h 40 min de corrida com 1x1km na subida + 6x500m na subida x 500m solto descendo + 3x1kmx1' solto (aprox. 18 km) + musculação;
Quinta-feira: 2h de spinning;
Sexta-feira: 10 km de corrida leve/moderada + 2.400 m de natação;
Sábado: 130 km de bike na usp;
Domingo: 26 km de corrida;

12.3.10

Sem tempo


O final de semana chegou e eu ainda não postei os treinos da última semana. Falta de tempo não é desculpa. Quem 'inventa' que vai treinar para fazer o ironman, sabe que tem que arrumar tempo de qualquer jeito. Eu ainda fui 'inventar' de voltar a estudar este ano. E mesmo fazendo um curso de Administração On-Line (sim! isso existe...), onde posso fazer meus horários, eu tenho me bagunçado um pouco em relação a tudo isso. Depois do trabalho, a prioridade são os treinos. O estudo vai ter que ficar para os raros tempos disponíveis.
Quero ver o que vou fazer quando os treinos de pedal, no meio da semana, aumentarem. A minha ideia é, em pelo menos um deles, girar muito em cima da bike de spinning com o notebook à minha frente. Isso mesmo! Em 2007 eu consegui fazer um pedal de 5h e 23'(com transição) pedalando muito numa bike de spinning. Só pedalava outdoor nos finais de semana. Com o final do horário de verão e com a minha enorme dificuldade em acordar cedo, o jeito vai ser esse. Os meus horários estão completamente malucos e sem quase nenhuma organização. E assim eu caminho na humanidade...
Bom, a semana foi assim:

Segunda-feira: 45' regenerativos;
Terça-feira: 2h10' com 4x10'(forte)x3'solto + 2.500 m de natação;
Quarta-feira: 1h37' de corrida, sendo 10x1km x 1' solto + 5 x 1' forte (aleatórios);
Quinta-feira: 2h de giro de bike;
Sexta-feira: 2.800 m de natação + 17 km de corrida progressiva;
Sábado: uma preguiça danada se abateu sobre mim e uma chuva impressionante sobre a cidade de Jundiaí me permitiram correr 50' na grama;
Domingo : 125 km de bike + 4 km de corrida;
Segunda-feira: 1h10' de corrida leve;

Continuo 'devendo' um post sobre os fatores psicológicos que envolvem os treinos e a competição Ironman. É bom reforçar que é apenas a minha humilde opinião à respeito.

3.3.10

Só os treinos

Vou postar bem simples e rápido, para não deixar passar em branco. Afinal, faltam 87 dias e o tempo está voando.
É necessário deixar registrado que, nunca antes na história deste país, eu treinei tão bem e tão focado. Nada do que eu tenho feito tem sido sofrido e, mesmo os treinos fortes e os longos, tem sido muito prazerosos. Tomara que continuem assim.
Ainda esta semana, espero ter tempo de colocar um post com as minhas humildes impressões sobre o quanto a parte psicológica é fundamental para fazer um ironman.
Enquanto isso, os treinos:

Segunda-feira: 1h10min de corrida em esteira com inclinação. Este treino fez parte do complemento do treino de domingo que durou apenas 1h15min.
Terça-feira : 2h de spinning, com 4x10' muito forte (giro baixo, muita carga) x 3' giro solto;
Quarta-feira: total de 17 km de corrida, sendo 6km de aquecimento + 5x1km na subida x 1km descendo + 2km solto + 2.300 m rodados de natação;
Quinta-feira: 2h de bike giro alto + musculação;
Sexta-feira : 1h de corrida (aprox. 13 km) moderada + 2.200 m rodados de natação;
Sábado : 120 km de bike na usp + 4 km de corrida 'forte' (17');
Domingo : 23 km de corrida progressiva;

É só... 

23.2.10

Endurance



Todo esporte que é denominado "esporte de endurance", é caracterizado por ser de longa duração e baixa intensidade. A tradução de endurance é resistência. Ou seja, o ditado "devagar se vai ao longe", é o que prevalece.
Porém, esse 'devagar', pode ser relativo se formos analisar individualmente os praticantes de cada modalidade esportiva que se caracteriza como "esporte de endurance".Maratona, triathlo de longa distância, maratonas aquáticas e ciclismo de estrada, são alguns exemplos. Para percorrer longas distâncias, é preciso muito preparo físico e psicológico. Até hoje não defini a proporção que cada um deles interfere no meu desempenho, mas posso dizer que a parte psicológica não está abaixo dos 50%.
Se você quiser, com um mínimo de preparo você consegue.Quem treina - corretamente e com acompanhamento de um profissional de educação física! - para provas de 10 km, consegue completar uma maratona.A diferença será o grau de sofrimento.Quem se preparou para uma maratona, sofrerá muito menos, é óbvio.
Eu ainda vou contar 'causos' verídicos de amigos que fizeram 2 ironman em Florianópolis "sem treinar". Juro! Mas isso será tema de outros posts.
Endurance também é o nome de um livro, excelente, para quem gosta de histórias de reais de aventura. Em 1914, o 'aventureiro' Sir Ernest Shackleton, depois de duas tentativas frustradas de atingir o ponto mais extremos ao sul da Terra - na Antártida -, organizou uma expedição, onde comandava mais 27 homens. O seu 'navio' foi praticamente tragado pelo gelo polar e toda a tripulação passou por sérios problemas, todos eles 'perdidos' no meio do nada, e em condições de temperatura em que é dificílimo se manter vivo.
Sir Ernest Henry Shackleton, já havia feito parte da Expedição Discovery (outra história que virou livro e que ainda indicarei) como 3° Oficial, mas acabou sendo mandado de volta para casa por problemas de saúde. Alguns anos depois, nova tentativa e nova derrocada para, aí sim, construir o navio "The Endurance" e com ele uma história de determinação, persistência, resistência e coragem.
Esse livro pode ser facilmente encontrado nas melhores - e nas piores também - livrarias do Brasil e do mundo. É da Cia das Letras e a autora se chama Caroline Alexander.As fotos que ilustram o livro foram feitas por Frank Hurley, fotógrafo oficial da expedição.
Estou indicando-o, pois, qualquer um que queira um dia completar um ironman, uma maratona, ou até mesmo uma prova de 10 km, e acha que isso pode parecer algo impossível, a leitura desse livro fará com que a porcentagem psicológica que te faz acreditar em conseguir, seja a porcentagem dominante.
Nota: clicando na figura acima, o livro pode ser comprado no site amazon.com na versão em inglês.Porém, há também a versão traduzida para o português.

A minha semana de 'endurance', foi assim: 

Segunda-feira: como eu já havia registrado, fiz 1h 37' de corrida leve de baixo de um sol infernal;
Terça-feira: 50 km de bike na estrada, girando sem me preocupar com média;
Quarta-feira: 1h10' de corrida, sendo 20' de aquecimento com 'sprints' de 1' + 7x4' forte e progressivox1' solto + 15' de desaquecimento e musculação;
Quinta-feira: 1h 37' spinning, sendo 1h05 de giro alto + 3x5' giro pesado c/ FCMédia de 88% x3' giro solto + 15' de giro leve e musculação;
Sexta-feira: 2.200 m de natação rodados + 13 km de corrida forte (FCMédia de 85%);
Sábado : 120 km de bike na Bandeirantes;
Domingo: 14 km de corrida forte (FCMédia de 87%);

Fui...

17.2.10

Em um dos últimos posts - não me lembro qual e estou com preguiça de pesquisar - eu falei sobre a hidratação e quanto ela é importante no desempenho durante treinos e competições.Não falei nada de mais, nem fui a fundo no assunto.Mas deveria ter feito! Deveria mesmo, é ter me informado muito mais sobre isso, por mais incrível que possa parecer. Depois de quase 10 anos fazendo triathlon, foi a primeira vez que senti algo assim.Para ser totalmente sincero, foi a primeira vez na minha vida que senti uma dor tão grande e tão desesperadora.
Tudo começou depois de eu ter pedalado 106 km - de 120 km que eu tinha programado como treino -, na maior parte na Rodovia dos Bandeirantes, sob um sol de 30°C (ou mais) e com uma média de velocidade de 37km/h. Acontece que eu fiz um percurso, no início, com muitas subidas e descidas, todas curtas, mas que não me permitiram fazer uma média de mais de 29,5 km/h, em um trajeto de pouco mais de 9 km.Portanto, para conseguir alcançar essa média final nos 106 km, eu tive que aumentar bastante a velocidade nos 97 km que eu realmente pedalei com características de contra-relógio, que é o que interessa.Porém, ao atingir os 105 km, comecei a sentir muito cansaço e falta de força nas pernas. Como eu ainda tinha quase metade de uma caramanhola cheia de VO2, bebi mais um pouco e continuei na esperança de logo retomar um pouco das forças que me levariam até o ponto de partida. Iria pedalar mais uns 6 ou 7 km na Via Marginal da Anhangüera e depois os mesmos 9 km de sobe de desce que já havia feito no início. Como a minha intenção era 'soltar' nos últimos 12 a 15 km, fiquei tranquilo e nem me preocupei em fazer média horária. Foi aí que fui pego de surpresa.
Na primeira subida, que deve ter no máximo uns 200 m, mas com uma inclinação entre 15° e 20°, eu comecei a sentir cãibras na parte interior da coxa direita.Fui insistindo, fazendo muita força e sentindo dificuldades de respirar.De todas as vezes que fiz esse percurso, jamais cogitei a possibilidade de entrar em uma das ruas que cruzam essa via/ladeira em que eu seguia. Dessa vez não teve jeito.Entrei nas três, dei uma pedalada para recuperar a respiração e um pouco da consciência que, por vezes, parecia que eu ia perder. Passada essa primeira "pedreira", fiquei um pouco mais aliviado, pois vinha uma boa descida e logo depois uma reta de aproximadamente 500 m até chegar em outra pequena subida, outra parte plana e aí sim uma outra subida um pouco mais puxada.Passei por ela relativamente tranquilo, se comparada com a primeira. Mas mesmo assim, eu sentia que a perna não iria agüentar mais outro esforço igual. As cãibras já haviam ameaçado aparecer com muita força e, a sensação que eu tinha, era de que eu tinha enfiado a cabeça dentro de um forno à lenha e tentado respirar fundo.Mas insisti, passei, e quase parei e desci da bike. Só me restava mais uma subida um pouco mais íngreme, de no máximo 100 m. Recuperei o fôlego mais uma vez na última 'descidinha', embalei, comecei a subir e fui... pro mato. Só me lembro de ter tido a consciência de desencaixar os pés do pedal e ir tentando achar o chão para tentar me equilibrar. Eu não conseguia respirar, as pernas doíam demais e ficou tudo preto à minha frente. Pude ouvir apenas o barulho de um carro passando, enquanto eu tentava enxergar alguma coisa. Tateei a bike para achar a caramanhola com um resto de VO2 que mais parecia mijo de vaca. Nunca bebi mijo de vaca, mas o aspecto e o cheiro eram muito semelhantes.Respirei fundo, retomei a consciência e, para o meu alívio, eu já estava muito próximo do meu carro. Esses 200 ou 300 m restantes eu fui a pé, empurrando a bike, pois eu não consegui montar. Qualquer outro movimento, que não fosse o de andar para frente -  sem praticamente dobrar as pernas, como se estivesse imitando o andar de um robô - bem devagar, me causaria um colapso.
Cheguei no carro (que mais parecia um forno ambulante), tirei a roda da frente da bike, abaixei o banco traseiro, coloquei a bike e, para não queimar os pés descalços no asfalto fervendo, pulei para dentro do carro. Ao pisar no acelerador, quase que a perna direita travou. Alonguei o máximo que pude e senti um alívio. Eu estava a 1,5 km de casa e praticamente não troquei de marcha. Se eu tirasse o pé do acelerador, seria o suficiente para voltar a cãibra.Cheguei! Aliviado, pensando apenas em me hidratar muito e dar um mergulho na piscina o mais rápido possível. Abri a porta e desci com todo cuidado do mundo. Pra que? Eu senti uma dor que, a única maneira de descrever, é a de que parecia que estavam enfiando uma faca um pouco abaixo da virilha, na parte interna, e rasgando até um pouco acima do joelho, cada vez mais fundo. Comecei a chamar alguém desesperadamente para poder me ajudar. Como a cãibra é uma contração involuntária do músculo, o sangue todo vai para onde a contração está acontecendo no 'intuito' de facilitar essa contração. O pouco de sangue que irrigava meu cérebro para manter minha pressão estável, se foi. Eu 'meio' que apaguei sentindo dores desesperadoras na perna e, o pouco que eu conseguia me alongar, não adiantava para nada.
Não sei como, mas de repente, me vi retomando a consciência, sentado de cócoras e sem cãibra na perna. A minha frequência cardíaca estava a mesma de quando acabo um tiro de 1 km com força total. No lugar onde tive a cãibra, ficou uma forte dor, inchado e levemente roxo. Corri no dia seguinte bem devagar com medo de estourar alguma coisa.
A semana foi muito produtiva e o carnaval, o melhor da minha vida!

Segunda-feira: 1 h de spinning + musculação.
Terça-feira : 2 h de bike com 3x10' muito forte (relação pesada)x3' solto + 35' com séries de 1' sprints a cada 3' e 10' de corrida bem leve;
Quarta-feira: 3.100 m de natação com tiros de 4x200 variados + 1h15' de corrida, sendo 35' progressivos + 3x1 km na subida/ladeira;
Quinta-feira: 53 km de MTB com muito, muito, muito giro e média de 29,5 km/h + 10' de corrida leve;
Sexta-feira: 3.000 de natação com 10x100m a cada 2' + 1h de corrida moderada;
Sábado: 10x3' de natação 'no lugar' + 40' de corrida bem leve na grama;
Domingo: 110 km de bike estrada conforme relatado acima;
Segunda: 1h35' de corrida bem leve;

Fui...         

10.2.10

Não deixe o samba morrer...

O carnaval está chegando e, depois de onze anos, eu não estou nem um pouco ansioso.Nestes últimos onze anos, eu desfilei em todos.Cheguei a fazer loucuras, como a de 2005, em que eu desfilei TODOS os dias de carnaval.Sexta-feira na bateria da Mancha Verde, sábado na bateria da União da Ilha, lá no grupo de acesso do RJ, domingo, na bateria da Unidos do Peruche, no acesso de SP e segunda, às 7hs da manhã, numa ala da Beija-Flor, no grupo Especial do RJ.
Na quarta-feira de cinzas, eu tava só o pó.Óbvio!Cheguei a dormir quando parei em um semáforo indo para casa depois do trabalho Acordei com as buzinas dos carros parados atrás de mim, e achei - até reconhecer o som de buzinas - que poderiam ser apitos dos diretores de bateria.
Nessas indas e vindas, para e do RJ, cheguei a conhecer a Marisa Orth no avião, ver o Zico na ala da Beija-Flor e achar que era um sósia, o Júnior, companheiro do Galinho,e ter certeza que era ele mesmo.
Mas depois de tantos anos indo a ensaios que começam tarde e acabam quase de manhã, desfilar em várias escolas de samba diferentes, passar nervoso para pegar fantasia, ver as escolas do coração - em SP e no RJ - serem rebaixadas e voltarem, assistir cenas impagáveis - de camarote, literalmente - como aquela em que o carro alegórico da Gaviões derrubou relógio no sambódromo, ver neguinho bêbado no meio da bateria ser arremessado prá dentro do camarote da Brahma, pois a bateria corria o risco de 'atravessar' devio ao grau alcoólico do sujeito, depois de ter desfilado na Beija-Flor completamente alucinado por um ácido lisérgico, e tantas outras histórias que não tenho tempo de escrever, eu cansei!
Na próxima sexta-feira, quero sentar na frente da tv com uma cervejinha bem gelada nas mãos, e assistir - até que eu pegue no sono - aos desfiles tranquilamente, com a certeza de que tenho três paixões que valem muito mais do que participar de qualquer batucada. Minha família, o triathlon e meu sossego não tem preço.
Mas como a ingratidão é uma das menores coisas que um ser humano pode carregar na alma, fica aqui minha pequeniníssima homenagem as duas escolas de samba que levarei sempre em meu coração : Unidos do Peruche e União da Ilha.
Sei que no próximo domingo, vou chorar ao ver a União da Ilha de volta ao grupo especial, do carnaval carioca. Foram oito anos de Grupo de Acesso e várias vezes a bola bateu na trave. Uma delas - em 2005 - foi quando eu e meu irmão desfilamos, com um dos mais belos sambas que a Sapucaí já ouviu.
Como em SP o desfile do Acesso não é transmitido pela tv, vou ficar torcendo para que a Peruche faça um bom desfile e que a bateria "Rolo Compressor" desta vez não dê mancada.
Abaixo, dois vídeos - um de cada escola - que mostram um pouco do que falei.

  http://www.youtube.com/watch?v=Kc4HcPM8rAY

http://www.youtube.com/watch?v=uWTpM1RQG6g&feature=related

O início de uma vida



Na última postagem eu comentei que a vida tá corrida e que a semana havia sido bagunçada.É que eu não sabia o que me esperava.Mas nada de ficar me lamentando, muito menos querer fazer drama. A última semana foi, no mínimo, agitadíssima.
Meu filho, que 'já' está com 2 anos e meio, começou a ir na escola.Nunca pensei que eu fosse ficar nervoso.Não bravo.Mas fiquei tenso, ansioso, e confesso que também bastante emocionado.Eu e a mãe dele.Foi uma semana de adaptação para ele, e para nós também.Mas é o início de uma nova vida e de um período que vai durar muito tempo.Uma nova fase que será importantíssima no crescimento e, principalmente, no desenvolvimento dele.Mas deixar o pequeno lá, "sozinho", e vê-lo chorando e chamando por mim (no início ele queria mais a mim do que à mãe) - e vale o comentário de que eu sou uma das pessoas mais emotivas que conheço - não foi muito fácil.Mas a parte feita de pedra que tenho no meu coração, prevaleceu.Afinal, viver na dependência dos pais não é bom prá ninguém...
Tudo isso me fez lebrar - e aqui preciso fazer outro registro de que minha memória é péssima -, incrivelmente, do meu primeiro dia de aula. Lembrei até do uniforme, da mesa redonda cheia de crianças já sentadas, da sala, da cor das paredes... o que um filho não é capaz de fazer!? E tem mais. Mas só o tempo vai me permitir contar. Só posso dizer que eu e a mãe dele estamos muito felizes pelo desempenho inicial do garotinho.

Os treinos? Ah! Eles foram um pequeno detalhe na minha maravilhosa semana.Mas vamos lá:

Segunda-feira: 1h spinning + 10' de corrida leve
Terça-feira: 2h de bike estrada girando forte debaixo de um sol inclemente;
Quarta-feira: 3.000 de natação, sendo 1.900 rodados progressivos + 7x100m a cada 2' e 1h de corrida com 5x4'muito forte x3'solto;
Quinta-feira: 1h20' spinning (hora do almoço) e 1h10' de corrida leve no Ibirapuera;
Sexta: 45' de corrida + 2.500 m de natação rodados;
Sábado: 116 km de bike (média de 34km/h) + 4 km de corrida leve com um calor "carioquês";Acabei o treino passando mal, desidratado e uns 2 kg mais magro;
Domingo: 1h34' de corrida bem leve, pois ainda sentia a quebradeira do sábado;

Fazia muito tempo que eu não sentia tanto o calor durante os treinos. Bebi água demais esses dias e senti falta de ter o VO2 nos treinos longos.O VO2 é um suplemento fabricado pela Integral Médica (http://www.integralmedica.com.br/), destinado a reposição energética, e é composto de 34g de carboidratos e 1 grama de proteína para cada porção de 40g.Tem também na composição, sódio - que é importantíssimo para evitar cãibras -, potássio - que auxilia na contração muscular -, e vitamina C e E.Esse produto é um Endurox R4 de pobre, pois custa 1/4 do preço, mas me ajuda demais no desempenho durante os treinos e na conta bancária.

Valei aqui deixar um 'protesto' com o Célio da Cia de Eventos, empresa organizadora do circuito de triatlhon Long Distance.Cobrar R$400,00 de inscrição para a prova é um absurdo. Em outros locais como Ubatuba, RJ, Caiobá/PR e Pirassununga, até dá prá entender, pois são localidades distantes e realmente os custos de transporte de toda a estrutura são altos. Mas a prova foi aqui 'do lado'. Realmente não entendi e não sou voz isolada nessa reclamação. Se colocar a inscrição a R$280,00, tenho certeza que acaba.

É isso aí. O carnaval tá chagando e vem post a respeito.Fui...    

2.2.10

Ouvi no rádio hoje que faltam 128 dias para a Copa do Mundo de Futebol e pensei comigo que, logo, logo estaremos todos vivendo as expectativas dos jogos do Brasil e, no meu caso, de todos os outros jogos.Eu sou apaixonado por esportes, e por mais que o futebol esteja se distanciando de sua essência, eu ainda sinto um certo prazer em acompanhar a Copa.Mas foi pensando nisso que me toquei que o Ironman, em Floripa, será 12 dias antes do jogo de abertura.Ou seja, nos restam 116 dias para a prova. Parece muito, mas não é.
A semana foi bem bagunçada. Sem bike de treino (mais uma vez) e com a 'oficial' na revisão, o jeito foi apelar prá boa e velha bike de spinning. Eu já havia falado aqui que ela ia sofrer. E tá sofrendo, mesmo!
Para 'ajudar' na organização do tempo, eu ainda resolvi voltar a estudar este ano. Fui fazer o vestibular para Administração e passei. Que beleza! Ainda escreverei um post sobre isso.
Tenho me surpreendido com meus treinos de 10 km em ritmo progressivo. Já são 3 semanas seguidas que consigo iniciar esse treino - depois de me aquecer - com um ritmo de 4:20/km e treminar com uma média de 3:57/km.E tudo isso sem me matar.Apenas aquelas dores normais que, quem não sente, não treina direito.
Talvez, no final desta semana eu participe do Long Distance do Rodoanel, porém, muito mais como um treino de luxo do que para competir.
Os treinos feitos:

Segunda-feira: 45' de spinning regenerativo (FCM de 68%);
Terça-feira: prova do vestibular + 1h10' de sppining sendo 3x10'muito forte (FCM 90%)x3'solto;
Quarta-feira: 2.500 de natação c/ 10x100 a/c 2' + 1h de spinning giro alto c/ estímulos de força de 1' ou 2' + 1h de corrida c/ 5 tiros de 4'30" x 1'30" solto + 4 tiros de 1'10" na ladeira;
Quinta-feira: 1h45' de giro na bike de spinning + musculação mmss
Sexta-feira: 2.700 de natação + 15 km de corrida no Ibira, sendo 2,0km de aquecimento, 12 km ritmo progressivo e prá fechar 5x1'força total x 1' solto;
Sábado: 111km de bike na usp (com chuva no começo, só prá variar e média de 33km/h) + 3 km de corrida em 12';
Domingo:  23 km de corrida em 2h05';

Fui...

28.1.10

Sono e descanso





Muitas vezes, já treinei um volume maior e com intensidades mais fortes - nos períodos certos, é claro! -  do que muito amigos/conhecidos meus - e que tem o mesmo nível de competitividade -  para as competições de meio ironman (1,9/90/21) e, pelo menos na últimas, eu acabei a prova bem depois deles.Como costumamos dizer, eu quebrei!
Não seria o caso de compararmos a qualidade dos treinamentos de cada um, mas posso afirmar, quase que categoricamente, que fui eu quem cometeu o maior erro: a falta de descanso! Não quero e muito menos posso afirmar - pois seria, no mínimo, leviano de minha parte - que se eu tivesse descansado o suficiente, teria conseguido terminar as provas em um tempo menor do que o deles. Mas posso afirmar, sim, que eu não teria quebrado e muito menos sofrido tanto para terminar essas provas. Se, todos nós - pessoas normais - precisamos de descanso para podermos exercer nossas atividades diárias com um mínimo de qualidade, dá prá imaginar de quanto um atleta amador precisa ter de descanso para poder exercer todas as suas atividades e ainda treinar.
Como li no blog da Thelma (http://www.tripateta.blogspot.com/), o triatleta amador deve descansar muito e, em toda a aportunidade que estiver em pé, se puder se sentar, faça! Se estiver sentado e puder deitar, faça mesmo! E se estiver deitado e puder dormir, durma! Lí lá também, que a nutrição é a quarta modalidade no triatlon. Vou discordar um pouco e colocar a nutrição como a quinta modalidade. Na minha opinião, o descanso é importantíssimo, pois nada o substitui.
Estou dando destaque ao atleta amador, pois, o profissional tem tempo de sobra para o descanso. O amador, além de tudo, treina muito também.Alguns, com volume de treino muito próximo ao dos profissionais.Portanto, o descanso e o sono são ainda mais essenciais a nós.
Lendo algumas matérias a respeito, fiz alguns apanhados do que realmente é determinante para melhorar a qualidade dos treinos quando a questão é o descanso:

- É durante o sono que os processos de recuperação do organismo são acelerados, ajudando a estarmos física e psicológicamente, prontos para novas atividades (trabalho, treinos e etc);
- Todos nós precisamos de sono, mas o que realmente importa é a qualidade do mesmo.Quanto mais profundo o sono, maiores serão os efeitos reparedores sobre a mente e o corpo;
- Cada um de nós se recupera com determinado tempo de sono. Reforço: a profundidade do sono é mais importante do que o tempo de sono;
- Pessoas que dormem pouco e não descansam o suficiente, estão mais suscetíveis ao envelhcimento precoce, infecções, obesidade e diabetes;
- Um padrão irregular de sono interfere na produção e secreção do hormônio do crescimento (hGH) e, conseqüentemente, afeta 3 fatores relacionados ao metabolismo;
- Os 3 fatores são : diminuição da razão da síntese protéica, que pode gerar um catabolismo (perda de massa muscular), dimnuição da mobilização e utilização dos ácidos graxos como fonte de energia (acúmulo de gordura) e aumento do uso da glicose como fonte de energia.
Além dessa parte fisiológica, a falta de sono nos deixa irritados, diminui a concentração, deixa o raciocínio lento, compromete o sistema imunológico, sonolência e muda muito o humor.

Algumas dicas para conseguirmos um sono melhor :

- Um banho quente pouco antes de deitarmos;
- Usar técnicas de relaxamento;
- Tentar dormir sempre no mesmo horário;
- Procurar não assistir televisão ou fazer alguma atividade que te deixe mais agitado antes de ir se deitar;
- Se alimentar com refieções leves e de fácil digestão;
- Evitar alimentos com muita concentração de cafeína durante todo o dia;

Não quero ser o dono da verdade - mesmo porque não sou -, mas escrevi a esse respeito como uma ajuda para mim. Eu sei que se eu conseguisse ter uma qualidade de sono melhor, meus resultados seriam diferentes.
Por diversas vezes que eu tenho tempo disponível nos finais de semana, durmo até um pouco mais tarde e treino depois. A qualidade do treino é sempre muito melhor. E isso serve também para quem corre provas de 10 km, como para quam faz as provas de longa duração.
Não se esqueçam : descansar faz parte do treino e é a parte fundamental!  

Outra semana que se foi

Eu estou completamente sem tempo para escrever. Treinar de maneira séria para um Ironman, trabalhar, cuidar dos compromisso da vida pessoal e vários outros pequenos afazeres, requer muito tempo e eu ainda estou me (re)adaptando a tudo isso. E há também uma das coisas mais importantes que um atleta -principalmente o amador - deveria ter (e não tem) todo o tempo para fazer: dormir! Esse será o tema do próximo post. Por enquanto, deixo abaixo o breve relato semanal dos meus treinos. Se eu demorasse mais um pouco, teria que colocar duas semanas de treino acumuldas. Vai lá:

Segunda-feira : 60' de corrida leve + 5 tiros de 50" em ladeira;
Terça-feira : bike (spinning) c/ 1 hora de giro (média de 90 rpm) e FCM nos 80% + 3x10' (FCM de 89%) x3' solto + 26' giro (média de 90 rpm) e FCM de 82% até 'esfriar'.Total de 2h;
Quarta-feira : 45' de corrida, sendo 10' aquec. + 6x4'muito forte(FCM de 90%)x1' solto +  3.000 m de natação;
Quinta-feira: 2 h de bike na estrada sendo 1h de baixo d'água, como relatei no último post;
Sexta-feira : 2.700 m de natação + 1h10' de corrida no Ibira, sendo 10' de aquec. e 10,5 km em 00:41:30 (média de 4:min/km) + 5 x 1'forte x 1' solto + desaquecimento;
Sábado : 120 km de bike dentro da usp e - advinhem?! - 70% foi de baixo d'água, é claro!
Domingo : 1h45' de corrida moderada;

E tamos indo... fui! 

22.1.10



Eu nunca tive medo de chuva. Quando era mais novo, ficava no mar pegando onda enquanto se formavam tempestades em alto-mar, e nós - eu, meus irmãos, primos e amigos - esperávamos até a tempestade chegar o mais próximo possível da praia. Lembro que, por diversas vezes, minha mãe ou alguém da minha família ficava berrando lá da areia para sairmos da água. Perda de tempo! Apesar de vermos todo o esforço da pessoa em questão (que vontade de escrever 'questã'), fingíamos não escutar e nem ver nada.
Ontem fui prá estrada pedalar. Saí prá fazer um contra-relógio de 2 horas na Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto.Ou se preferirem, na Marechal Rondon. Ou, mais simples, no trajeto entre Itupeva e Itú. Mas ir até Itu, não seria grande coisa (pegou?). Essa estrada começa em Jundiaí e vai até o Mato Grosso do Sul, mas leva o nome do clérigo no tajeto entre Jundiaí e Itú. Depois, não sei se muda de nome mais alguma vez, mas é mais conhecida pelo nome do 'general de brigada'.
Voltando ao assunto 'treino', quando saí eram 17:50 hs do horário de verão (16:50 hs na realidade), o sol brilhava com certa intensidade e eu tinha tempo de sobra para voltar com luz natural. Obviamente, eu não tenho farol na bike e é um risco enorme pedalar no escuro. O perigo de ser atropelado ou de cair em algum buraco é constante e sem exergar direito e não ser visto, o risco aumenta demais. Logo de cara, quando saio da fábrica, pego 8 km de uma estradinha casca-grossa e que não tem acostamento em alguns pontos. Quando tem, o asfalto é tão ruim que pedalar em paralelepípedo é mais confortável.Essa estrada é um sobe e desce que parece interminável. São 6 ou 7 subidas de 500 m aproximadamente e mais 5 ou 6 descidas até a última subida que sai na Rodovia com diversos nomes já citada acima. Eu já me surpreendia com a velocidade média que eu fazia e, ao entrar na rodovia, a velocidade aumentou. Eu já fazia 35,5 km/h e tinha pedalado 32 km. Pelos meus cálculos, eu voltaria mais ou menos no mesmo ritmo e ainda teria um tempinho de sobra prá soltar um pouco até escurecer totalmente. Porém, ao fazer o retorno no km 32,5, olhando prá cima da cidade de Cabreúva, vi nuvens negras e uma 'chuva' de relâmpagos que demoravam entre um e outro, no máximo 15 segundos. Até ai, tudo tranquilo. A chuva e os relâmpagos estavam longe e eu conseguia manter o mesmo ritmo e sem fazer tanta força. Eu só não sabia que no céu existem atalhos e que as nuvens sabem cortar caminho. Um pouco antes de eu fazer o retorno, a tempestade estava para o meu nordeste e, quando fiz o retorno, ficou a meu sudoeste. A estrada seguia no caminho totalmente oposto ao que a maledeta tempestade estava e eu seguia bem. Não sei como, nem consigo imaginar, a tempestade de um segundo prá outro, apareceu literalmente à minha frente. A estrada não faz curvas tão acentudas para que eu fosse "distraidamente" em direção à chuva. Só sei que em pouquíssimos minutos eu estava debaixo d'água e, pior, dos relâmpagos.Os pingos doíam até na alma. Para minha sorte, a estrada tem muitos pára-raios e muitas empresas que também tem suas proteções contra as descargas elétricas. Era cada um que fazia tremer o chão, a ventania me fazia balaçar na bike e o asfalto tinha uma camada de água que tava mais parecend tobogã de parque aquático. Pedalei por mais uns 23 km com um medo desgraçado de cair, sem saber a velocidade, pois o cateye parou de funcionar, ouvindo as trovoadas, pois o i.pod também parou e, para 'ajudar', o frequêncimetro apagou. Mas também, fazer força naquele momento era um detalhe. O instinto de sobrevivência era maior do que qualquer coisa. Tanto que na volta, na estradinha casca-grossa, em um trecho sem acostamento e faltando uns 2 km prá eu chegar de volta, um caminhoneiro (que tem uma mãe que trabalha na casa da luz vermelha) me jogou fora da pista. O corno veio buzinando para eu sair, quando o mais fácil era ela mudar de pista. Que beleza!Lá em cima na boléia, o cara é macho.Queria ver aqui em baixo. Cinco minutos depois que entrei na fábrica, a chuva praticamente parou. Faz parte! Mas em 9 anos treinando, eu nunca tinha pegado uma chuva assim. Confesso que em alguns momentos senti um certo medo. Foram 65 km em 1h 53 min  (média de 34,5km/h).Em casa, já de banho tomado, me dei o direito de tomar duas taças de vinho enquanto assistia o Palestra ser assaltado em Presidente Prudente.

Fui.   


18.1.10

Quando menos é mais...

Existe uma "lenda" do pessoal lá da Ciclo Ravena, de que carro de triatleta é uma das coisas mais bagunçadas que existem. Não sei se é verdade, mas o meu é. Muito! No lava-rápido eu não passo há pelo menos 4 meses. Fora todos os objetos existentes dentro do veículo, relacionados às 3 modalidades que praticamos, eu ainda sou apaixonado por pegar onda. Inclua aí mais peças relacionadas também ao surf. Só não deixo a prancha dentro do carro, pois aí, seria demais. Mas, mesmo sabendo onde está cada coisa no meio de toda a bagunça, às vezes eu mesmo me engano.
No sábado fui prá USP fazer um treino longo de bike e resolvi começaria aquecendo com 20 km de giro alto, no volantinho. Eu achei que algo estava estranho, mas, como estava girando fraco, continuei. Ao colocar no volantão e começar a fazer força, eu tive certeza de que algo estava errado. Não sou um Lance Armstrong, muito menos um Alberto Contador, mas tenho um pedal médio. A minha velocidade nos 20 km que se seguiram, não passava dos 31 km/h de média. Eu lá quase vomitando e o máximo que eu chegava era a 36 km/h. O 'engraçado' era que eu passava por quase todo mundo. Só que resolvi pensar um pouco e, lógico, o meu CATEYE (para quem não sabe é a marca do 'velocímetro' que quase todo mundo usa) estava desregulado. Ou melhor, estava regulado para uma bike com aro 26. Ou seja, eu tinha colocado o CATEYE da moutain bike.
Como eu já havia pedalado 40 km - dos 100 km planejados inicialmente - resolvi continuar daquele jeito mesmo e, no final, fazer as contas do quanto eu tinha realmente feito. Para não ficar muito perdido (mais do que eu já estava), vez ou outra eu encostava em alguém pedalando e perguntava qual a velocidade média. Em todas elas, o meu marcava uma velocidade de 3km/h a menos do que o da pessoa com quem eu comparava.O mais curioso era que, das 7 ou 8 vezes que perguntei, uns 3 caras acharam que eu estava querendo competir e se intimidavam em responder. Depois de eu explicar a situação era que eles me falavam.
Bom, no final das contas, acabei pedalando 102 km no meu CATEYE, sendo que a distância correta foi de 112 km. E a média final que no meu maracava 29,7 km/h, provavelmente tenha ficado em 32,7 km/h.

Bom, faltando 131 dias para a prova do Ironman Brasil, a semana foi a seguinte:

Segunda-feira: 40' bike + 20' run (tudo regenerativo)
Terça-feira :  130' bike c/ 3 x 7' forte x 3'solto (spinning)
Quarta-feira: 2.700 m natação + 17 km run c/ 5 x 1km subida na ladeira x 1km solto no final do treino
Quinta-feira:  100' bike rodados (spinning)
Sexta-feira*: 105' run sendo 10 km em 42' no Ibirapuera + 2.000 m natação
Sábado: 112 km bike + 15' run
Domingo : off 

*O treino de sexta era para ser 5 minutos de aquecimento e depois 10 km ritmado. Mas quando eu estava desaquecendo, encontrei meu irmão e fomos conversando por uns 20 minutos. Quando eu estava indo embora, encontrei o Arthur (Run&Fun) e ainda corri mais uma meia-hora com ele.

obs.: Texto sujeito a alterações. Não revisei, pois fui correr.

15.1.10

O gato subiu no telhado




No meio desta semana, enquanto eu acompanhava a rádio Band News FM, ouvi de uma das colunistas da rádio - se não me engano, ela se chama Inês de Castro - uma expressão que, a princípio, me assustou: heteroflexível!
A definição dessa nova "tribo" é de que são jovens entre 25 e 35 anos, que beijam outras pessoas do mesmo sexo, mas não são gays.Hein?!
Foram poucos segundos para eu passar do susto à gargalhada. Isso é péssimo! Tucanaram o bissexual! - diria o Zé Simão.É um fato que chega a ser semelhante à declaração que o ex-presidente norteamericano Bill Clinton deu certa vez, dizendo que fumou maconha, mas não tragou! Tá bom! Um cara beija o outro, mas não é gay!? Me dá um LSD que eu quero ficar careta.
Se a heteroflexibilidade (será que ainda vou ser obrigado a ouvir essa expressão constantemente?) fosse praticada por adolescentes, eu até entenderia. Mas algo assim, vindo de um público que está dentro de uma faixa etária que, quase que por obrigação dos dias atuais, já deveria estar mais do que amadurecida - e definida - sexualmente (e não só sexualmente), isso me parece covardia de quem tem uma outra opção sexual e não tem coragem para assumir.Aí, faz como aquela 'piada' que diz que o gato que subiu no telhado (http://www.osvigaristas.com.br/piadas/casal/subiu-no-telhado-318.html). Ou seja, vai saindo do armário aos poucos.
É mais digno assumir que é bi ou homossexual do que ficar com essa ladainha de flexibilidade. Bom, cada um com seus problemas.
Eu ainda sou do tempo que flexibilidade era conseguir dar uma rapidinha no banco de trás de um Fusca.