30.12.10

Diga não ao doping!

Quase dois meses depois, volto a postar motivado por uma ótima causa. Classificar a causa como ótima é pouco, perto da importância que o tema tem. É uma causa e um tema importantíssimos no esporte brasileiro de maneira geral e, principalmente, no triatlo, visto que nosso esporte, praticamente não tem uma política definida em relação a isso.Mesmo porque a CBTri anda um tanto omissa às causas do próprio esporte que deveria comandar.
Eu sou um mero triatleta amador. Já consegui um pódio aqui e outro alí (todos em provas de longa distância), mas o que me move mesmo é a paixão pelo esporte que, atualmente, eu pratico. Na verdade, o triatlo é um esporte característico, pois aglomera 3 práticas (esportes) diferentes: natação, ciclismo e corrida (atletismo).  Por ele ter características tão desafiadoras em três esportes distintos, e em todas as modalidades, a resistência (endurance) ser a característica principal, não só o condicionamento físico é importante, mas a força psicológica é essencial . Afinal, estamos nos desafiando constantemente e, se não estivermos focados e determinados em atingir nosso objetivo, somente o condicionamento físico não será suficiente. Estamos sempre colocando à prova nossa capacidade de superar dificuldades, de nos mantermos determinados, de persistirmos em conviver com dores para cruzar uma linha de chegada, seja lá em quanto tempo for.
Só que existem supostos atletas, que não se contentam em vencer a si mesmos e às suas próprias dificuldades e, sei lá qual o motivo, apelam para o doping. É uma das mais covardes maneiras de se conseguir uma performance melhor. Não quero justificar - e muito longe de concordar com isso -, mas entre os profissionais, é muito mais fácil ceder à "tentação", pois existe a pressão dos patrocinadores por bons resultados entre outras coisas.
Eu não consigo entender como alguém consegue se dopar e ir competir. Para mim, é o suprassumo da imbecilidade. O sujeito (ou sujeita) passa algumas semanas, ou meses, sei lá, fazendo um esquema para que possa melhorar alguns minutos no seu tempo final. Beleza! Mas será que essas pessoas (atletas?) conseguem colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente, sem se sentirem culpados de nada?
Na boa, eu comparo esse tipo de atitude às pessoas que ao receberem um troco errado - mais do que deveriam receber e mesmo que seja R$0,01 - numa padaria, vão embora como se nada tivesse acontecido. É como achar uma carteira no chão, com qualquer quantia que seja, e não se preocupar nem um pouco em devolver.
Resumindo, é uma atitude de caráter. E caráter, é algo que, ou nascemos com ele, ou naõ. E se não nascemos, não há como adquirí-lo, como comprá-lo, como querer ter. É da índole e está no sangue.
Mas os atletas brasileiros que foram pegos, ainda tem a chance de se redimirem. Henrique Siqueira já se manifestou arrependido e, na minha humildíssima opnião, deve ser punido, cumprir a pena imposta e, assim que a mesma acabar, voltar ao esporte. E que seja de maneira exemplar, mostrando a todos a capacidade que ele tem de superar as dificuldades e mostrar a todos a sua verdadeira capacidade.
Para encerrar, vou reforçar a minha vontade, minha angústia, minha revolta, meu senso de honestidade, e pedir que o exame antidoping, seja aplicado também aos amadores. Acredito que nessa categoria, a 'coisa' seja até mais descarada do que entre os profissionais.
Não vou fazer isso, mesmo porque é totalmente desnecessário e não tenho provas - são apenas impressões pessoais -, mas vejo alguns triatletas que conseguem baixar seus tempos na mesma prova - de um ano para o outro, lógico - em 40', 50'. Tudo bem! Treinamento sério, dedicação e determinação, podem nos levar a atingir resultados super expressivos. Mas baixar tempos de maneira, digamos, agressiva, insana, de um ano para o outro, é desconfiável.
Como não tenho a menor capacidade, muito menos conhecimento técnico para falar a respeito, e falo tudo isso da maneira mais pessoal e empírica possível, deixo registrado o meu protesto e, principalmente, o meu desejo de que os órgãos competentes, as Associações responsáveis, os Comitês Olímpico Brasileiro e o Olímpico Internacional, sejam rígidos o suficiente para, no mínimo, tentar acabar com essa palhaçada.
E que atletas amadores também sejam fiscalizados, pois, nas categorias envolvidas nesse nível, a 'palhaçada' e o desrespeito são maiores ainda.      

12.10.10

O cara é um animal...


Depois de alguns dias sem postar, eu teria todos os motivos e temas possíveis para - sempre mal e porcamente - discorrer. Porém, minha vida gira em torno de treinos que se dissolvem - bem ou mal - na participação em alguma competição de triathlo de longa distância.
Porém, como no último sábado rolou a grande final mundial do Ironman, na ilha de Kona, Havaí, e, infelizmente eu fiquei muito longe de conseguir uma vaga, a única coisa que posso escrever à respeito aqui é sobre um 'animal' chamado Ciro Violin.
Animal é um adjetivo que, desde que Osmar Santos passou a chamar o jogador de futebol Edmundo assim, se tornou - de certa maneira - uma homenagem. E o faço aqui, agora, é isso também.
Detesto 'puxa-saquismos', detesto babação de ovo e toda e qualquer manisfestação desse tipo. Mas desta vez, vou me contradizer e fazer isso de uma maneira ou de outra.
O que esse 'sujeito' fez no Havaí é algo espetacular e deve ser louvado, ovacionado, reverenciado, aplaudido de pé, homenageado, ou qualquer outra forma de reconhecimento que possa - e deva - ser feita.
Conseguir se classificar já é um feito mais do que louvável. E ele já havia conseguido isso ano passado, digamos, com certa folga.
Este ano, para quem acompanha os relatos que ele faz em seu blog (http://www.cirotriatleta.blogspot.com/), ele teve todas as dificuldades possíveis e, mesmo assim, superou-as e foi buscar a vaga de maneira heróica. Só de ter que trocar as câmaras furadas por pelo menos três vezes (se não me engano) e ainda conseguir a tal vaga numa das categorias mais difíceis (30-34), já dá o tom da capacidade de superação e a quantidade de determinação que esse cara carrega nas veias.
Só para se ter uma idéia, eu considero que fiz um pedal muito bom aqui em Floripa para quem é um simples amador e fechei o ciclismo com 5h e 10 min. O Ciro passou por mim 2 vezes durante o ciclismo e ainda assim sumiu do meu campo de visão. Mesmo que eu pedalasse de binóculos, não seria possível conseguir enxergá-lo.
Mas isso não é nada. Existe uma "lenda" que diz que, se você faz tal tempo aqui no Ironman de Floripa, você pode acrescentar mais 1h e 20' até 1h e 40' no Ironman do Havaí. E isso, se você treinar muito. Mas muito mesmo!
Bom, no caso do Ciro não podemos levar essa "lenda" em consideração, pois ele passou por apuros aqui no Brasil. Mas é aí que entra a "animalidade" do cara.
Não sei se ele acumulou psicológicamente uma certa frustração - transformando-a depois em capacidade física e mental para superar toda essa dificuldade em benefício próprio, é óbvio - fazendo com que tudo fosse descarregado na prova da ilha de Kona.
Acontece que o 'animal' não só baixou seus melhores tempos, mas fez uma prova abaixo das 9 horas no local mais difícil para desempenhar as próprias capacidades! Isso parece pouco? Então, anote em seu caderninho e guarde para a eternidade: o Ciro foi CAMPEÃO MUNDIAL da categoria 30-34 e foi VICE-CAMPEÃO AMADOR GERAL!!!!!Chegou 5 minutos atrás de Norman Stadler!!! Não sabe quem é? Era só um dos favoritos para levar o caneco e foi vencedor dessa prova em 2004 e 2006. Só isso! Vou insistir e dizer que no mundo só existe um cara amador - que por sinal não me interessa o nome - que é melhor do que o Ciro!
A única coisa que tenho a dizer é que tenho um orgulho enorme de me considerar amigo de um cara humilde e mais do que determinado que é CAMPEÃO MUNDIAL do esporte que eu pratico e mais amo na minha vida.
Desculpem a babação de ovo, a pagação, o puxa-saquismo, mas conseguir o que esse cara conseguiu não é para qualquer um. Aliás, é para quase ninguém.
Cirão, que Deus te abençoe, e que a sua nova empreitada, como um atleta profissional, também seja repleta de conquistas. Repito e reforço o que já disse em seu blog : você é exemplo de determinação e de amor ao esporte para todos que o praticam. Parabéns, mesmo!!!

23.9.10

O corpo no limite



Segue aqui mais uma - das pouquíssimas que dou - sugestão de leitura que está relacionada ao desgaste físico. O escritor, um médico cirurgião, especializado em microcirurgias, chamado Kenneth Kamler, relata diversas situações em que o corpo humano é colocado em condições extremas.
O livro O Corpo No Limite - Uma viagem aos extremos da resistência humana, nos leva a conhecer como o nosso organismo reage em locais como o deserto, à deriva em alto-mar, em grandes altitudes e etc.
Por ter sido médico de expedições científicas às mais inóspitas regiões do mundo, Kenneth Kamler conta como o corpo humano reage a riscos para os quais não está tão bem preparado- pois são acontecimentos mais do que inesperados - e, mesmo assim, milagrosamente consegue escapar.
Para os que praticam esportes de resistência, há o relato da Ultramaratona Badwater, onde os competidores são instruídos a correr pisando na faixa branca que limita o asfalto, para que o calor do mesmo não derreta as solas dos tênis.
São tantas e tão fascinantes as histórias, que esta pequena passagem que relatei, é um grão de areia no deserto, já pedindo desculpas pela piada infâme.
Maratonistas, ultramaratonistas, triatletas, mergulhadores, ciclistas, médicos, qualquer outro esportista, qualquer outro profissional ou mesmo aqueles que tem curiosidade sobre o que e como somos capazes de reagir em busca da sobrevivência, devem ler este livro.

Ele pode - com muita dificuldade, pelo que andei pesquisando - ser encontrado nas melhores e nas piores livrarias. Custa em média R$53,00 e é uma publicação da Ediouro Publicações S.A. (http://www.ediouro.com.br/).

14.9.10

Determinação às avessas

Há muito tempo eu não tinha uma contusão séria. Eu até me orgulhava - calado - de ter esse 'status'. Treinei forte, fiz 2 ironmans, uns 5 meio ironman e algumas outras corridas. Treinei forte até mesmo quando não tinha competição para participar. Mas acho (tenho quase certeza) que agora estou pagando um preço por não ter me dado o descanso suficiente nos momentos corretos.
O mais curioso é que no feriado de 7 de setembro, viajei com a família - e jurei para mim mesmo que não treinaria - para tirar umas férias dos treinos, pois eu já estava sentindo alguns sintomas de 'overtrainning'. Quando voltei, no dia 8, treinei bem leve e segui assim até o último domingo. O máximo que fiz, foi um treino de 94 minutos de spinning no sábado, dia 11. No domingo, sai para uma corrida de 45 minutos, que foi praticamente uma caminhada. Até aí, tudo bem. Descansei o máximo possível para recomeçar os treinos visando algumas competições, as quais eu ainda teria que decidir 2 entre 4.
Fui dormir no domingo com uma leve dor no pé direito, bem próximo ao dedinho, mas que não incomodava. Já de madrugada, acordei com meu filho chorando e ao levantar para ir ver o que estava acontecendo, eu praticamente não conseguia pisar o chão. Foi uma dificuldade enorme ir até o quarto dele. Pisei com o calcanhar na ida e voltei aos pulos com a outra perna, pois já não agüentava de dor.
Voltei a dormir um pouco incomodado, mas consegui descansar mais um pouco. Porém, ao acordar pela manhã, era impossível encostar até mesmo o calcanhar no chão. Levei o meu filho prá escola e fui direto a um P.S.. Lá, depois de feito um Raio X, nada foi constatado, mesmo com o pé inchando a cada minuto. O médico sugeriu que para conseguir um diagnóstico mais apurado, eu deveria fazer uma Ressonância Magnética, pois, se houver uma fratura por estresse, só com esse exame ela poderá ser detectada.E disse que, se na R.M. nada for constatado, o único diagnóstico é uma tendinite.
O mais difícil de tudo isso é ficar esperando uma data para realizar o exame, sem saber o que realmente aconteceu. E pior ainda, é ficar sem poder fazer absolutamente nada, com o pé para cima e fazendo sessões de gelo a cada 2 horas. Até na última madrugada eu fiz.
Agora, a única alternativa que tenho é ter muita determinação, até que eu possa descobrir o que realmente aconteceu. Da mesma maneira que tenho (temos) que ter muita determinação para treinarmos e atingirmos nossos objetivos, terei que ter uma determinação (às avessas) para ficar quieto.
Assim, com uma perna só e de muletas, caminha a humanidade.

2.9.10

Green Race


Uma das coisas que eu mais gosto de fazer, é participar de competições em locais que eu não conheço. Ou se conheço, gosto quando chego ao lugar, e logo percebo que algumas coisas mudaram para melhor.
No último domingo, aconteceu aqui em Jundiaí uma ultramaratona (50 km) Green Race (www.greenrace.com.br), em um percurso sem praticamente nenhum asfalto. Tanto é, que o lema da prova diz: "A Corrida Fora do Asfalto". Havia um pequeno pedaço de asfalto perto do retorno dos 25 km, que na verdade não dá para ser levado em consideração.
Mesmo a corrida tendo acontecido no "quintal de casa", eu não conhecia esse percurso. A Serra do Japi é um lugar lindíssimo, com muita mata e uma tranquilidade incrível. Passo muitos dos meus finais de semana por lá e muitas vezes o 'barulho' que o silêncio faz, chega a incomodar.
Eu acabei não participando da corrida, pois estou com uma lesão no calcanhar direito que ameaça 'subir' para o tendão.Corri 30 km bem de leve e, mesmo assim, quase estourei a outra perna, pois jogava o peso para o lado esquerdo, tentando evitar que aumentasse a dor no calcanhar. Tudo isso fruto de uma vontade incontrolável que tive em voltar 20 anos no tempo e andar de skate. Muito provavelmente terei que abandonar mais esse esporte. Afinal, não tenho mais os 16 anos que tinha quando andei pela última vez.
Voltando à competição, por ter sido a primeira, podemos considerá-la boa. Havia a categoria solo 50 km (masc./fem.), 10 km (masc./fem.), caminhada de 5 km e o revezamento dos 50 km. Pelos relatos que ouvi ao final, o único problema existente, foi uma falha na hidratação nos 50 km solo. Os 4 primeiros colocados ficaram sem água justamente no trecho mais difícil do percurso e ao questionarem alguém da organização do porque da falha, ouviram que não era esperado que eles chegassem tão rápido ao local. Lamentável, para dizer o mínimo. Felizmente, essa falha não prejudicou o desempenho do pessoal.
O vencedor fechou a prova em 3horas e 51 minutos, fazendo um pace de 4'27"/km. Fernando Beserra da Silva, de 28 anos, é gari e disse que até fica fácil correr, pois o treino é o trabalho e vice-versa.
No feminino, quem ganhou foi Maria Cláudia Ferreira Souto, de 38 anos, e fechou a prova em 5h15' (pace de 6'17"/km).
Conversando com alguns dos participantes dos 50 km solo, fiquei surpreso ao ouvir que o percurso da prova Bertioga-Maresias é 'fichinha' perto desse. Realmente, a Serra do Japi - assim como toda serra - é um local de um sobe-desce interminável. Fica aí a dica para quem quiser treinar para ultramaratonas, ou mesmo para provas mais duras que sejam fora do asfalto. E que a BrasilWild continue organizando e realizando essa prova em outras oportunidades.

16.8.10

Pinguim


Nesse final de semana me senti um pinguim. Pelo menos durante os treinos. Como eu já havia planejado fazer apenas treinos de corrida visando uma "mini" ultramaratona de 50 km que pretendo correr no próximo dia 29, não fiz nenhum treino de bike. Foram 2 treinos de corrida, num frio desgraçado!
Há muito tempo eu não corria em dias seguidos, dois treinos que posso considerar longos. No sábado fiz um de 19 km, ritmado, onde me senti muito bem. Percurso variado, muitas subidas e descidas, e tentei variar o terreno o máximo possível. Prá terminar, cheguei na casa do sogro e subi dez andares de escada, ainda correndo. A frequência cardíaca ficou mais alta que o próprio prédio. Mas valeu a pena. Ainda dei uma corridinha bem leve no corredor, para ajudar a baixar a FC.
Já no domingo, saí com a intenção de correr por pelo menos 2 horas, bem leve. Apenas para fazer volume e adaptar um pouco mais a musculatura ao esforço de correr por longas horas. Ainda no elevador, ouvi no rádio que a temperatrura era de 11°C, mas com a sensação térmica de 6°C!!! Comecei o treino bem de leve, como manda a cartilha da longa distância. Não adianta querer sair forte, porque, uma hora ou outra, você será obrigado a diminuir o ritmo.Querendo ou não! Mas estava complicado respeitar essa regra. Correr devagar significava passar frio. A FC não subia de jeito nenhum e as pontas dos dedos estavam congelando. Nos primeiros kilometros eu tive certeza de ter tomado a decisão correta em não pedalar nesse final de semana. Eu me conheço e sei que iria me irritar por passar muito frio. Mas logo joguei a a regra pro alto e acelerei mais um pouco e, em menos de cinco minutos, o treino já estava bem mais confortável. Daí prá frente foi só alegria. Rodei por 2h e 10', sendo que nos 20' finais, eu senti bastante dor na panturrilha (não sei dizer se no músculo sóleo ou no gastrocnêmio) e para terminar no mesmo ritmo o treino, fui o tempo todo pensando na macarronada e no vinho que me esperavam. Sensacionais! Dos últimos, foi um dos melhores almoços que já comí. Não posso dizer com precisão qual foi a distância percorrida, mas, dando um chute prá baixo, uns 23 km. Mas que foi difícil controlar a sensação de ser um pinguim paulistano, isso foi.

4.8.10

É proibido pedalar


Esta postagem faz parte daquelas categorias "nada a ver", mas que tem um toque de curiosidade.
Muitos que frequentam a Cidade Universitária já notaram, já devem ter feito piadas, brincadeiras e etc. Mas essa foto que ilustra a postagem, é de uma placa que fica lá na "Bolinha da USP".
A mesma bolinha que o Arthur (Alvim, da Run&Fun) bateu o recorde de distância e tempo pedalando. A mesma bolinha que muitos outros ciclistas e triatletas que conheço, já passaram milhares (isso mesmo!) de vezes em treinos insanos de bike, em treinos rodados, fazendo tiros e tal.O mesmo local que recebe centenas de ciclistas durante a semana e, principalmente, nos finais de semana.
Eu sou daquelas pessoas que respeita todas as sinalizações existentes e que muitas vezes é considerada trouxa por agir assim . Faço isso por que ando de bike, de moto, corro a pé pelas ruas e, quando estou dentro do carro, tenho a noção exata dos perigos a que estão sujeitas as pessoas nessas situações e o quão protegido está quem dirige um carro. 
Mas, obviamente, não é o caso de respeitar essa sinalização. Acredito que essa placa esteja lá há tanto tempo, que passou a ser algo desnecessário, pois o local e o costume das pessoas sobrepujou a única função que uma placa de sinalização tem.
Aliás, o único 'aviso' que ela dá é de que o campus está largado e mal administrado há muitos anos.
Se alguém souber desde quando essa placa está por lá, por favor, me mande informações.
  

27.7.10

Quero envelhecer assim

crédito: foto de Rafael Salim

O senhor da foto acima se chama Washington Davinir de Barros.Aos 74 anos, esse santista de nascimento e carioca de coração, pratica natação 3 vezes por semana, no Botafogo/RJ, onde nada aproximadamente 3.000 m por treino. 
Eu quero envelhecer assim!
O senhor Davinir não é só um exemplo de dedicação e determinação hoje em dia. O "vovô" começou a nadar aos 14 anos e, aos 20, estabeleceu um recorde jamais batido por outro nadador. Ele e mais outros 15 competidores participaram de uma travessia Guarujá-São Vicente, e apenas 4 nadadores completaram a prova.
Os 30 km entre a praia de Pitangueiras e a praia do Gonzaguinha, foram completados em 8h03' e o "vovô" foi o primeiro a sair da água. Isso tudo em março de 1956!!! A 'equipe de apoio' dele era o treinador que foi o acompanhando em um barquinho, servindo chocolate em um puça (aquela rede que é usada para salvar pessoas em afogamento).
A 'roupa de borracha' utilizada foi a banha de porco bezuntada em todo seu corpo, por seu pai. Ao chegar, o senhor Davinir estava 7 kg mais magro e, ao ser levado para um hospital, não teve constatado nenhum problema de saúde sequer.
Só mais um 'detalhe' que dá orgulho a qualquer um: há três anos, o senhor Davinir se formou em direito e ainda continua trabalhando como administrador da sua empresa.
Queria ter o prazer de apertar a sua mão e agradecer por servir de exemplo de dedicação e de inspiração de vida. 

21.7.10

Registros

Estou sem nadar há pelo menos, 20 dias. Prometi para a minha própria consciência (que frase horrível!), que esta semana voltarei à piscina.

Enquanto isso, vou 'enganando' o corpo e a mente com musculação, corrida e a bike. Quase sempre, tudo bem de leve.

O acúmulo semanal foi o seguinte:

Musculação : apenas para prevenção de lesões. 3 séries de 20 repetições, com carga leve;
Bike : 7 horas de spinning divididos em 4 treinos na semana;
Corrida : 5 h 45' de corrida, sendo 4h em esteira e 1h 45' na rua. Só isso, dividido em 3 dias.

15.7.10

O vídeo é parte da campanha do Departamento de Transportes de Nova Iorque. Só para fazer uma comparação, aqui no Brasil não há qualquer campanha a respeito de acidentes com ciclistas. E o pior de tudo, é que somos o país n° 1 em acidentes desse tipo. Lamentável!

14.7.10

Pequenos diálogos dos finais de semana



Nadando no céu

Peguei essa 'dica' no blog do Ciro. As fotos são do hotel Sands Skypark, em Singapura. A piscina de bordas ininitas, tem 150 metros de comprimento e devem dar, para quem está nadando, uma sensação única, pois está a 380 metros de altura.
As imagens fazem nossa imaginação flutuar (ou boiar) nos céus.



Foram gastos aproximadamente 80 milhões de dólares na construção e utilizados mais de 7.000 toneladas de aço.No deck, podem ficar 900 pessoas ao mesmo tempo e, além do jardim com mais de 250 árvores, existe também um restaurante.




Quem não gostaria de nadar - ou mesmo fazer um (ou vários) treino numa piscina dessas?



Essa é uma verdadeira obra-prima da engenharia e da arquitetura mundial, pois é a maior piscina ao ar livre do mundo.O nome do arquiteto/idealizador do projeto é Moshe Safdie.


Imagens: site destinosdeviagem.com / reuters.

12.7.10




Aprendi com o passar dos anos, que não devo - principalmente eu, que tenho sangue quente - falar muito enquanto estou no calor da emoção. Por esse motivo, esperei para comentar sobre o Ironman e, principalmente, para relatar todos os acontecimentos e impressões que tive. Porém, o tempo foi passando e minha vontade de escrever à respeito, também. Tudo passou muito rápido.
Aprendi que não posso esperar muito por certas coisas.

18.6.10

Dando tempo ao tempo


Já se foram 19 dias desde que fiz o ironman. Ainda não tive tempo para escrever mais a respeito e, muito menos, inspiração.
Esperei para escrever, pois quis deixar a adrenalina baixar. Mas acho que dei muito tempo ao tempo. Mas só fazendo isso é que podemos dar oportunidade à vida de mostrar o quanto o fato vivido foi importante e será inesquecível. Posso dizer que é eterno!
Começando pelo começo deste blog, devo dizer que minha vida mudou demais a partir do começo dos treinos. Resolvi ainda em Janeiro que começaria os treinos para o ironman. Nessa ocasião, eu estava separado da mãe do meu filho e algo muito grande faltava em meu coração.
Quando as aulas dele se iniciaram, na primeira semana de Fevereiro, nossa relação de amigos voltou a ser mais forte e, a partir daí, Deus fez com que voltássemos a nos entender como marido e mulher. Isso foi primordial e essencial para que eu tivesse uma base, um porto seguro, uma tranquilidade enorme para realizar os treinos.
Em algumas vezes, me senti egoísta e fiquei um pouco desanimado. Por outras, me cobrei demais em relação ao desempenho nos treinos e também entrei num certa crise. Mas aí é que a experiência de já ter feito outras provas e, principalmente, 4 ironman, me ajudaram a aquietar a mente e focar no meu objetivo maior : cruzar a linha de chegada.
No final das contas, deixei de treinar especificamente para o ironman em apenas dois finais de semana.Em um desses, se eu tivesse acesso a internet no lugar onde eu estava, teria colocado tudo a perder.
Durante a semana, foi tudo perfeito! Os treinos de natação não foram como eu esperava, mas como todos que já fizeram o ironman antes, eu também baixei meu tempo.
Como não tinha tempo (e não consigo acordar de madrugada) para fazer os treinos de bike, os treinos de spinning foram fundamentais para atingir os objetivos. Repeti os mesmos treinos que fiz em 2007, porém, com mais ênfase nos tiros e na carga aplicada aos mesmos. Os resultados apareceram na prova.
Na corrida, um fato curioso e com números novamente: a cada ano de ironman, eu baixei um minuto na maratona. Em 2003, fiz 3h42', em 2004 fiz 3h41', em 2006 fiz 3h40', em 2007 fiz em 3h39' e, obviamente, fiz 3h38'. Foi a modalidade que mais treinei, que mais evolui nos treinos, mas que menos resultado me trouxe na prática. Porém, foi a corrida menos sofrida de todas.
Aliás, foi a prova menos sofrida de todas. Fiquei com aquela sensação de que poderia ter forçado um pouco mais. Mas o tempo final não seria muito diferente.O que importa é que a minha família esteve presente o tempo todo e teve muita paciência com tudo. Todas as vezes em que eu começava um treino, pensava muito nos dois e em quanto eu queria os agradecer por toda essa força e compreensão.
Se já o fiz de maneira mais do que emocionada no final da prova, reforço aqui o que eu disse lá: eu sou apaixonado por vocês!Muito obrigado!

 Aos poucos vou relatar tudo o que aconteceu nos treinos e o resultado que obtive na prova.E também, o que deixei de fazer, os erros e o que pode ser melhorado para um futuro próximo. E ainda falarei dos amigos, de novos amigos que fiz e as pequenas e curiosas histórias que aconteceram.

Em relação a treinos, também estou dando tempo ao tempo. Quero curtir mais a família, não me sentir obrigado a treinar e ter tempo suficiente para escrever o manual "Como engordar 5 kg em 15 dias".

8.6.10

Trocando seis por zero





São tantas histórias para contar, que não sei nem por onde começar. Acredito que terei mais tempo durante os dias que virão e, aos poucos, vou contando tudo o que aconteceu.
Vou começar pelo fim e dizer que, apesar de eu ter escrito (era só um sonho) na minha agenda um tempo que eu desejava fazer, eu não acreditava que poderia chegar perto. Mas fiquei há 6 minutos desse "sonho".
Hoje, ao abrir a agenda, fui anotar no dia e ví que quando eu escrevi isso, coloquei a data: foi em 11 de março deste ano e o tempo que eu sonhei foi 9:50':36". Não sonhei dormindo.Foi assim... um pensamento!Fechei em 9:56':30". Os números são os mesmos. A ordem é que muda o resultado.

Vou começar a jogar na mega-sena. Quem sabe se os n°s não vem no pensamento na ordem certa?!


Só tenho a agradecer a Luli e ao Luca pela emoção que vivi. Só senti algo melhor que isso, quando ele nasceu.

7.5.10

Determinação



Você pode ser religioso ou não.Pode ser politizado, ou não. Pode gostar de futebol, ou não. Pode ter uma opção sexual, ou não - e aí, pode ter várias, pois o mundo está de cabeça prá baixo! E os "homens", de bunda prá cima. Desculpem, mas é verdade!Pode ser evangélico, crente, descrente, corinthiano, ateu, palmeirense, macumbeiro, agnóstico, cético, caolho, místico, budista, espírita, maneta, espiritualista, cristão, católico, talebã, protestante, manco, judeu, testemunha de Geová, vascaíno, taoísta, homossexual, são-paulino (desculpe repetir), pobre, rico, heterossexual, perneta, xintoísta, flamenguista, eunuco, calvo, negro, branco, punk, rapper, metaleiro, chinês, japonês, soldado, bissexual, russo, gremista, colorado, alto, baixo, gordo, magro, ranzinza, prepotente, funkeiro, marinheiro, caipira, hinduísta, caboclo, ortodoxo, se pratica 'voodoo', se pratica yôga ou mesmo se é meio 'pazzo' e escreve 'coisas nada a ver' em seu blog que ninguém lê. Se algum dia você resolver que quer fazer triathlon, você tem que saber que vai ter que treinar e vai ter que sofrer! E vai ter que lidar com fatores psicológicos que você nem imagina.
Você pode ser tudo nesta vida, mas se você não for muito determinado e não tiver um pequeno prazer em passar por momentos de sofrimento, você jamais conseguirá ser um triatleta amador. Principalmente, um  amador de longa distância.
Desculpem-me o tom arrogante, mas é verdade. Conciliar a vida profissional, a vida familiar e a quantidade de treinos que temos que fazer já é difícil demais. Mas existe um fator que acredito que dificulte ainda mais e que seja preponderante para quem vai fazer o ironman pela 5a vez: a acomodação!!!
Falo isso porque agora levo comigo, na alma e no coração, aquela sensação de que já fiz, já fui capaz, já provei para mim e para os outros que eu consigo. Há um relaxamento, uma acomodação natural e acredito que isso seja inerente ao ser humano.
Se você pegar alguns grandes campeões mundiais em diversos esportes diferentes, todos eles tiveram, depois do auge, uma queda, que é perfeitamente normal. Lance Armstrong (Campeão do Tour), Kelly Slater, Valentino Rossi, Michael Schumacher, Roger Federer são exemplos de pessoas que foram campeões diversas vezes seguidas e, em algum momento, perderam a motivação, mesmo que por um curto período de tempo. Tiveram que parar para poder retomar a empolgação, o prazer e a determinação em se dedicar a algo que fazem melhor que qualquer um. E aí voltaram e mostraram do que são capazes.
Guardadas todas as proporções, eu vivo isso no meu mundinho. Só que eu não vivo disso e ainda tenho que arrumar tempo e ter muita determinação para superar até mesmo essa acomodação natural.
O Schumacher não foi - e provavelmente não será - campeão novamente. Mas só a vontade de encarar novamente um desafio, já é uma vitória enorme. Pelo menos para ele. É assim que eu me sinto.
A determinação não existe apenas para treinar. Existe também uma determinação que me faz ser determinado. Pode parecer redundante, mas eu preciso me determinar, me definir em torno dos meus objetivos e isso tem que acontecer todos os dias. O meu objetivo maior, é me superar mais uma vez. Só que essa superação e construída dia a dia, com muita determinação.

A última semana:

Natação : 4.000 m;
Bike : 385 km;
Corrida: 82 km;

P.S: eu sou muito religioso e acredito que, se você quiser, Deus permite tudo! Sendo para o bem, tudo é possível!
P.S. 2: a família tem um papel importantíssimo nisso tudo. Só de sua companheira(o) 'permitir' que você fique fora por tanto tempo, já te dá uma força enorme. Luli e Luca, amo vocês!  

5.5.10

Do excelente blog do Max

O blog do Max http://maxkonabikes.blogspot.com/  sempre traz histórias interessantíssimas relacionadas ao ciclismo e, vez ou outra, ao triathlon. Não só histórias, mas também, informações técnicas excelentes, discussões e informações sobre treinamentos, equipamentos, vestuário e etc. Mas hoje, ele postou uma história deliciosa e sensacional sobre a quebra de recorde de velocidade em cima de uma bike, atrás de um carro. Pela foto que vocês podem ver abaixo, a coisa é antiga, maluca e incrível!

O link da postagem é esse :   http://maxkonabikes.blogspot.com/2010/05/historias-de-ciclismo.html .Aproveitem!



Nota: esse texto foi publicado anteriormente no blog  http//:magliarosa.wordpress.com  






30.4.10

Tá cansado? Vá treinar!

Sem tempo para maiores explicações, comentários, delongas e etc...

Quando se treina para o ironman, o cansaço vai 'andar' pendurado nas suas costas constantemente. Estou às vésperas de um final de semana de treinos longos, há 30 dias da prova, e o cansaço que sinto é enorme! É nessa hora que tenho (temos) que insistir e treinar sem desculpas. Eu já fiz meu treino de corrida de hoje e ia treinar natação à noite. Como meus planos mudaram, a natação vai ficar para amanhã e agora vou correr mais um pouco. Bem de leve. Mas vou.

As últimas semanas foram muito boas no "quesito" volume. Os treinos longos do final de semana passado me ajudaram muito na questão psicológica e espero conseguir repetí-los neste.

A última semana acumulada, foi assim :

Natação : 4.000 m.;
Bike: 365 km;
Corrida : 72 km;

20.4.10

Gripe

Foi mais um final de semana gripado e sem treinos longos. Na verdade, outro. Não treinei praticamente nada! Mas a semana, acumulada em horas, foi assim :

Natacão : 1h com tiros de 50 m. Aproximadamente 3.500 m;
Bike : 7h e 25';
Corrida : 4 h 25' ;

Para encerrar, cito um Provérbio (13:3) : Quem toma cuidado com o que diz, está protegendo a sua própria vida. Mas quem fala demais, destrói a si mesmo.